Operação Eiron desmantela milícia que ocultava drogas em fast-food e fardas para traficar na região
Operação Eiron desarticula uma organização criminosa no Distrito Federal que escondia entorpecentes em embalagens de fast-food e em fardas do Exército, articulando o tráfico com deliveries para parecer atividades legais. A ação, deflagrada pela 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia Norte), reuniu cerca de 200 agentes e cumpriu 39 mandados, incluindo 14 prisões preventivas e 25 buscas e apreensões. A investigação começou em outubro de 2025 e manteve foco na QR 421 e áreas vizinhas.
Os investigadores apontam que a quadrilha combinava atuação online e presencial. Cardápios de drogas eram divulgados em redes sociais, negociações ocorriam por apps de mensagens e entregas seguiam o modelo delivery, para manter a rotina de comércio sem levantar suspeitas entre clientes comuns.
A organização estruturou uma rede de fachada com padarias, distribuidores de bebidas e quiosques, usados como pontos de armazenamento, fracionamento e venda de entorpecentes. Em uma padaria, a balança destinada a pesar pães também era utilizada para fracionar drogas.
Para despistar a fiscalização, os entorpecentes eram escondidos em embalagens de fast-food, simulando pedidos habituais. Entre as substâncias comercializadas estavam crack, cocaína, haxixe (“dry”), maconha nas variantes “skunk” e “ice” e até lança-perfume. O lucro era lavado por meio de Pix para contas de terceiros, os chamados “laranjas”, criando camadas de ocultação financeira.
Paralelamente ao tráfico, o grupo promovia ações assistenciais para conquistar o apoio dos moradores. Festas, cestas básicas e distribuição de alimentos em datas comemorativas eram financiadas com recursos do narcotráfico, buscando silêncio da população e dificultando denúncias. A presença de uma Estrela de Davi em casas e muros da região é associada ao Terceiro Comando Puro, sinalizando tentativa de domínio territorial na região e possível aproximação com práticas de facções do Rio de Janeiro.
A apuração revelou violência extrema: integrantes ostentavam armas de grosso calibre e praticavam agressões. Em um caso, um usuário de drogas foi espancado; em fevereiro de 2026, um investigado foi encontrado morto no Lago Paranoá, ainda sob apuração. Os envolvidos responderão por tráfico de drogas, organização criminosa armada e lavagem de dinheiro, com penas que podem ultrapassar 35 anos de prisão.
Galeria
Para facilitar a visualização, a galeria acima reúne imagens da operação, registros de diligências e do trabalho realizado pela Polícia Civil, com o objetivo de oferecer transparência sobre o desfecho dessas investigações para a cidade.
E você, o que pensa sobre esse tipo de atuação criminosa nas ruas da nossa cidade? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe quais medidas podem fortalecer a segurança e a confiança da população na resposta das autoridades.








