Putin afirma que a guerra na Ucrânia caminha para o fim, em discurso na Praça Vermelha, durante as comemorações da vitória soviética. Ele criticou a OTAN e os países ocidentais pelo papel no conflito e disse que, embora ainda grave, o assunto pode ter seu desfecho próximo. O ato de 9 de maio durou apenas 45 minutos e não exibiu armamentos, com forte aparato de segurança. O presidente russo acrescentou que aceitaria um encontro com Zelensky em um terceiro país, desde que todas as condições para um acordo de paz estejam acertadas.
Participaram apenas poucos dirigentes aliados, entre eles representantes da Belarus, Cazaquistão, Malásia e Eslováquia, em contraste com o cenário de anos anteriores. A concentração de trocas de acusações entre Moscou e Kiev refletiu o clima tenso, com ruas silenciosas ao redor da Praça durante o ato.
A trégua anunciada na véspera pelo atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, previa três dias de cessar-fogo. Ainda assim, as duas partes se acusam de descumprir o acordo: o Estado-Maior ucraniano informou 51 ataques desde o início do dia, enquanto a Rússia disse que grupos ucranianos atiraram drones e artilharia contra suas posições.
Ao longo de mais de quatro anos de conflito, a Rússia mantém controle de cerca de 20% do território ucraniano, incluindo a Crimeia, anexada em 2014. Relatos também mencionaram a participação de soldados da Coreia do Norte na celebração, em um sinal de apoio a Moscou em pontos próximos à fronteira com a Ucrânia.
O desfile começou às 10h locais (04h no Brasil) e terminou às 10h45, com internet móvel cortada no centro da capital e ruas quase desertas, em meio a medidas de segurança reforçadas. Moradores relatam frustração com cortes de comunicação e aguardam sinais mais consistentes de paz, enquanto analistas observam que a data continua virando palco para narrativas de guerra.
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