Resumo rápido: Ricardo Salles, pré-candidato ao Senado pelo Novo em São Paulo, troca farpas públicas com Eduardo Bolsonaro em um podcast, enquanto três nomes da direita disputam a vaga e contam com o apoio do governador Tarcísio de Freitas.
No Iron Talks, Salles questionou a decisão de Eduardo Bolsonaro de se exilar nos Estados Unidos, afirmando que a escolha foi do próprio ex-deputado e que a volta ao Brasil ficaria difícil por questões de tarifas. O ex-ministro também cita a própria história, dizendo ter enfrentado consequências duras após o fim do governo Bolsonaro.
Salles disputará a cadeira com André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP). Prado foi indicado como pré-candidato ao Senado após visitar Eduardo no Texas, acompanhado do presidente do PL, Valdemar Costa Neto. O governador Tarcísio de Freitas confirmou apoio à candidatura de Prado na terça-feira (5/5).
O outro concorrente governista é Derrite, ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo e deputado federal. Na leitura dos bastidores, Prado surge como opção do bloco que apoia o Palácio dos Bandeirantes, enquanto Salles e Derrite buscam espaço entre o eleitorado paulista.
No interior da disputa, Salles já sinaliza que pode intensificar ataques ao principal rival. O ex-ministro do Meio Ambiente tentou desqualificar Eduardo e já lançou apelidos para Prado, como Pupilo do Valdemar e Valdemarzinho, referindo-se à proximidade com Valdemar Costa Neto.
“O seu papai mandou dinheiro para você ficar nos Estados Unidos, eu não tive essas coisas. A minha família foi acordada com a Polícia Federal na porta. Eu tive a minha casa, meu escritório invadido pela Polícia Federal, eu tive o meu passaporte apreendido antes de eu ir para os Estados Unidos”, disse Salles.
A disputa pela cadeira no Senado também envolve Marina Silva (Rede-SP) e Simone Tebet (MDB-SP), que devem compor a chapa encabeçada pelo ex-candidato petista ao Palácio dos Bandeirantes, Fernando Haddad. A leitura de bastidores é que os candidatos apoiados por Tarcísio veem Salles como outsider, com expectativa de ampliar espaço entre o eleitor paulista.
No fim das contas, a corrida aponta para um duelo intenso entre as forças da direita, com desfechos ainda incertos até a definição da composição da chapa ao Senado. E você, como enxerga esse movimento político em São Paulo? deixe sua opinião nos comentários.
