Um passageiro francês evacuado do cruzeiro Hondius, atingido por hantavírus, foi repatriado para a França após apresentar sintomas a bordo. O primeiro-ministro Sebastien Lecornu confirmou a gravidade do caso, enquanto as autoridades espanholas coordenam o desembarque dos cerca de 150 ocupantes em Tenerife, nas Canárias. O navio deixou Ushuaia, na Argentina, no dia 1º de abril, e já teve três mortes associadas ao surto.
No desembarque, os passageiros desciam em pequenos grupos usando trajes de proteção azuis, no porto de Granadilla. Do navio, eles seguem em lanchas até o porto, para posterior transferência a aeronaves. Até as 15h30 GMT (12h30 em Brasília), aviões com espanhóis, franceses, canadenses e outros nacionalidades já tinham decolado, incluindo uma aeronave holandesa que transporta diversos passageiros, entre eles argentinos e guatemaltecos.
Lecornu informou que cinco passageiros franceses já haviam chegado à França e indicou que um deles apresentou sintomas no avião. Esses cinco foram imediatamente colocados em isolamento rigoroso até novo aviso, e o governo promete decretar medidas adicionais de saúde pública para evitar qualquer risco.
Apesar do alarme global, o supervisor da operação destacou que não se trata de covid. O vírus em questão é o hantavírus, para o qual não há vacina nem tratamento específico. O diretor da Organização Mundial da Saúde, Tedros Ghebreyesus, ressaltou que o risco para a saúde pública permanece baixo e que a organização acompanha de perto a evolução do caso.
No porto, a atuação envolve a Guarda Civil e veículos de emergência da Unidade Militar de Emergência (UME). O navio Hondius permanece fundeado sem atracar, a pedido das autoridades regionais das Canárias, que prometem manter o navio sob vigilância sanitária até que tudo esteja sob controle. O governo espanhol enfatiza que a operação conta com todas as garantias de saúde pública e coordenação internacional.
A comunidade internacional acompanha a operação com atenção: a Organização Mundial da Saúde mantém a comunicação com as autoridades espanholas e reforça que o foco é conter o surto sem alarmismo. Obras sociais e governamentais em Madrid e Bruxelas trabalham para assegurar o retorno seguro dos passageiros restantes aos seus países, com planos para quarentena e monitoramento médico conforme necessário.
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