Dois passageiros repatriados do cruzeiro Hondius, um americano e uma francesa, testaram positivo para hantavírus entre os 94 ocupantes que desembarcaram em Tenerife e retornaram aos seus países. O anúncio ocorre no dia em que a operação de retirada se aproxima do fim, com o navio ainda atracado e a preparação para o reabastecimento, seguido da saída com destino aos Países Baixos.
O Ministério da Saúde da Espanha informou que foram tomadas todas as medidas para cortar possíveis cadeias de transmissão. O hantavírus, transmitido principalmente por roedores, não tem vacina disponível. Entre os repatriados, uma francesa teve o estado de saúde agravado após os testes positivos. O avanço da operação de retirada recebeu respaldo das autoridades de proteção civil, que destacaram a importância de manter o controle sanitário no transporte entre as Ilhas Canárias e o continente.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, o risco para a saúde pública continua baixo. A maioria dos passageiros permanece sem sintomas significativos, embora classificados como contatos de alto risco e sujeitos a quarentena ao chegar aos seus destinos. O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, reforçou a necessidade de cooperação entre os países para evitar novas transmissões.
No plano logístico, o reabastecimento do Hondius deve durar entre quatro e cinco horas, após o que o navio deverá seguir com cerca de 30 tripulantes a bordo em direção aos Países Baixos. A operação envolve voos de repatriação para várias nacionalidades, incluindo Estados Unidos, França, Argentina, Canadá, Irlanda, Turquia, Reino Unido e outros, com medidas rigorosas de segurança para limitar contatos com o público.
O Hondius havia partido de Ushuaia, na Argentina, no dia 1º de abril e permanece ancorado no porto de Granadilla de Abona, em Tenerife, a pedido das autoridades locais das Ilhas Canárias. Embora o episódio tenha gerado apreensão, autoridades espanholas e internacionais destacam que a resposta tem mantido o controle, com o governo espanhol afirmando que atuará com exemplaridade e eficiência. E você, o que acha das medidas adotadas para evitar a propagação de hantavírus em operações de repatriação? Deixe seu comentário abaixo para debater essa situação.
