Após a saída de Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, o senador e presidente nacional do PP, Ciro Nogueira (PI), escolheu um novo advogado para defender o Caso Master, envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro. Conrado Gontijo foi o nome indicado, em decisão comunicada na manhã de segunda-feira, em meio a mudanças que sinalizam uma nova fase no caso.
A saída de Kakay foi anunciada como “em comum acordo”, resultado de uma conversa entre Kakay e Ciro no fim de semana. O senador fez o movimento, explicando a necessidade de uma nova orientação para as ações relacionadas ao Master.
Entre aliados de Ciro, two fatores pesaram na decisão: o perfil midiático de Kakay e a proximidade do novo advogado com integrantes do governo Lula. A avaliação é que esses vínculos poderiam complicar a defesa, especialmente porque o caso Master tramita no Supremo Tribunal Federal sob a relatoria do ministro André Mendonça.
Na quinta-feira (7/5), endereços ligados ao senador foram alvo de buscas e apreensões da Polícia Federal. A investigação mira a relação entre Vorcaro e o presidente nacional do PP, com o relatório da PF ao STF destacando interesses políticos e financeiros como fio condutor das ações de Vorcaro e de Ciro no Congresso.
A PF sustenta que Vorcaro mantinha uma relação estreita com Ciro, com potencial de influenciar decisões políticas em favor do Master. Investigadores já apontavam que Ciro atuou para favorecer o caso em instâncias do Legislativo, o que justificou o replanejamento da defesa.
Conrado Gontijo, escolhido por Ciro, é formado pela USP, atua como professor no IDP e integra o grupo Prerrogativas. Segundo apuração, ele é afilhado de Kakay, criando uma ligação familiar próxima que também pesou na decisão do senador em troca de uma nova linha de defesa para o Master.
Com esses desdobramentos, o Caso Master volta a ganhar contornos de tensão entre a oposição e o Palácio do Planalto, com a defesa de Ciro Nogueira sob novos fundamentos e o aprofundamento de investigações que já estavam em curso.
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