A Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva do pai de um garoto de 11 anos encontrado morto em Itaim Paulista, na zona leste da cidade, com indícios de tortura. A decisão, anunciada nesta semana, envolve a família e está sob investigação da Polícia Civil, que apura todas as circunstâncias da morte e a responsabilidade de cada um.
Segundo o depoimento de Chris Douglas, o pai, a criança era mantida acorrentada para não fugir. A Polícia Militar informou que o Samu confirmou a morte, e a perícia aponta lesões compatíveis com violência prolongada. Os investigadores também apuram se houve omissão por parte de familiares que viviam na mesma residência.
A mãe da vítima e a companheira, que era madrasta, teriam ciência da situação, de acordo com o que foi afirmado à polícia, e respondem por omissão e possível envolvimento no crime. A avó da vítima também foi citada como responsável por manter o garoto acorrentado, segundo apurações preliminares.
A perícia, o IML e o Departamento de Homicídios acompanharam o caso, registrado como tortura no 50º Distrito Policial. A SSP informou que outros parentes com conhecimento da situação também são investigados, ampliando o quadro de envolvimento familiar.
Entre os itens apreendidos no local estão celulares, tablets e computadores, que serão encaminhados a exame pericial para ampliar as provas e auxiliar a reconstruir a dinâmica do crime. A Polícia Civil não divulgou prazos para conclusão do inquérito.
Especialistas destacam a importância de redes de proteção para crianças, enquanto as autoridades reforçam que a investigação buscará esclarecer a participação de cada envolvido, bem como possíveis falhas institucionais que permitiram o ocorrido.
Este caso reacende o debate sobre proteção de crianças e a necessidade de intervenção rápida das autoridades diante de sinais de maus tratos. Compartilhe sua opinião sobre as medidas de prevenção e o papel da Justiça na cidade de São Paulo.