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Trump, em seu segundo mandato presidencial nos Estados Unidos, voltou a Pequim para manter negociações com Xi Jinping. O encontro, marcado pelo Grande Salão do Povo, busca sinalizar uma reaproximação entre as duas potências, apesar de tensões anteriores em comércio e geopolítica.
Durante a sessão bilateral, Trump declarou que a noção de queda dos Estados Unidos, atribuída por Xi, dizia respeito ao período do governo de Joe Biden, não ao momento atual do país. Ele afirmou que, desde o retorno à Casa Branca em 2025, o país observa recuperação econômica e avanços militares, segundo sua leitura.
“Quando o presidente Xi se referiu, com muita elegância, aos Estados Unidos como uma nação em declínio, ele estava se referindo aos enormes danos que sofremos durante os quatro anos do governo Biden, e, nesse ponto, ele estava 100% correto”, escreveu Trump.
No fim, Trump ressaltou que Xi o parabenizou pelos “sucessos extraordinários em um período curto de tempo” e lembrou que os Estados Unidos voltaram a ser vistas como a nação mais influente do mundo, sob sua gestão desde janeiro de 2025.
Encontro em Pequim
O diálogo bilateral ocorreu no Grande Salão do Povo e surge como uma tentativa de ampliar a cooperação após meses de atritos comerciais e geopolíticos. Xi destacou que, mesmo com diferenças, há interesses comuns entre as duas maiores economias, defendendo maior estabilidade nas relações.
Nos bastidores, Xi advertiu sobre riscos de escalada caso o impasse sobre Taiwan não seja tratado com cautela. A sinalização foi interpretada como um lembrete de que a pauta regional continua sendo um ponto sensível para Washington e Pequim, com potencial de impactar o curso da parceria entre as duas nações.
A visita é vista como um movimento estratégico para suavizar tensões, reforçando a ideia de que os dois países podem encontrar um terreno comum sem abrir mão de seus interesses centrais. O tom foi de cooperação, ainda que a diferença sobre Taiwan permaneça no radar das negociações.
