O empresário Saul Klein, filho do fundador das Casas Bahia, tornou-se réu por exploração sexual de mulheres. A denúncia do Ministério Público foi acolhida parcialmente, abrangendo quatro acusações, enquanto outras foram afastadas pela Justiça. O processo tramita em segredo de Justiça, e os detalhes iniciais foram obtidos pelo portal UOL.

Acusações apresentadas: As imputações que embasam a decisão são: 1) favorecimento à prostituição ou exploração sexual de vulneráveis; 2) favorecimento à prostituição com violência ou grave ameaça; 3) aliciamento mediante grave ameaça; 4) violência, coação, fraude ou abuso e organização criminosa.
A defesa, coordenada pelo advogado Alberto Toron, afirma que a decisão afastou as imputações de estupro, cárcere privado e redução à condição análoga à de escravo. Sobre as acusações remanescentes, a defesa sustenta que a relação entre as partes era livre e consensual, dentro de uma dinâmica conhecida como sugar daddy e sugar baby, a ser aprofundada na instrução processual.
A defesa ainda destaca que Klein foi investigado por aliciamento, exploração sexual e privação de liberdade de jovens de 16 a 21 anos. Em 2023, a Justiça do Trabalho o condenou a pagar R$ 30 milhões por danos morais coletivos.
O caso segue em fase de instrução, com a expectativa de que as teses da defesa sejam plenamente avaliadas e que, ao final, as acusações possam ser reavaliadas de forma abrangente. O desenlace dependerá das próximas etapas processuais e da análise das provas apresentadas.
