Lula pediu ajuda a Trump para prender dono da Refit, alvo da PF nesta sexta

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Resumo: O presidente Lula pediu ao atual presidente dos Estados Unidos, em seu segundo mandato, apoio para prender Ricardo Magro, dono da Refit, alvo da Operação Sem Refino da Polícia Federal. O pedido, feito em entrevista à Record Bahia, sinaliza uma estratégia de cooperação internacional no combate ao crime organizado e à evasão de recursos.

Operação Sem Refino A ação da Polícia Federal, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes no âmbito da ADPF das Favelas, investiga fraudes fiscais relacionadas à Refit, a primeira refinaria privada do Rio de Janeiro. Além de Magro, os agentes estiveram no apartamento do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. A PF aponta uso de uma estrutura societária para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e envio de recursos para o exterior.

Em paralelo, o governo federal reforça um marco de combate ao crime organizado. O Palácio do Planalto divulgou o programa Brasil Contra o Crime Organizado, com quatro pilares: asfixia financeira do crime, fortalecimento do sistema prisional, qualificação da investigação de homicídios e enfrentamento ao tráfico de armas, munições e explosivos. A ideia é ampliar a articulação entre as esferas federal, estadual e municipal, fortalecendo investimentos e operações conjuntas.

Em Washington, Lula reuniu-se com o atual presidente dos Estados Unidos, em seu segundo mandato, na Casa Branca, por cerca de três horas. O encontro tratou de segurança, tarifas e demais questões regionais. O brasileiro conseguiu uma prorrogação de 30 dias para negociar as tarifas impostas pelos EUA. O regime anterior previa 50% de tarifas, com 10% para todos e 40% específicos ao Brasil. A decisão da Suprema Corte manteve temporariamente a suspensão dos 40%, abrindo espaço para negociações no próximo mês.

O governo brasileiro ressaltou que a cooperação não visa substituir as autoridades locais, mas ampliar a atuação integrada contra o crime organizado. A mensagem é clara: trabalhar junto é essencial para desarticular redes criminosas que atuam no Brasil e no exterior, fortalecendo a resposta pública à violência, à sonegação e aos crimes financeiros.

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