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Prefeitura de Salvador envia projeto de restauração do Memorial Mãe Menininha de Gantois ao Iphan

Prefeitura de Salvador envia projeto de restauração do Memorial Mãe Menininha de Gantois ao Iphan
Prefeitura de Salvador envia projeto de restauração do Memorial Mãe Menininha de Gantois ao Iphan

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Salvador solicita ao Iphan autorização para restaurar o Memorial Mãe Menininha do Gantois, no Terreiro do Gantois, preservando o acervo histórico e ampliando a acessibilidade. O pedido, apresentado pela Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), tramita como intervenção em bem tombado. O encaminhamento ocorreu na última segunda-feira (11) e foi protocolado na terça-feira (12), com apoio de recursos do PAC/IPHAN.

O Terreiro do Gantois, conhecido como Iyá Omi Axé Iyamassê, foi fundado em 1849 e abriga um memorial com mais de 500 peças. O espaço foi tombado pelo Iphan em 2002, tornando-se o segundo terreiro de candomblé reconhecido como patrimônio nacional em Salvador. A gestão municipal já o protegia, desde 1985, como Área de Proteção Cultural e Paisagística.

Memória e legado. O memorial celebra a liderança de Maria Escolástica da Conceição Nazaré, a Mãe Menininha do Gantois, reconhecida por sua atuação cultural e pela defesa da convivência entre religiões. O acervo reúne mobiliário, indumentária, objetos de uso pessoal, documentos e fotografias que compõem o testemunho da tradição nagô na Bahia.

Pedido de intervenção e recursos. O documento enviado pela FMLF solicita a análise e a autorização para o anteprojeto de arquitetura, citando a liberação de recursos do Plano de Trabalho – PAC/IPHAN. O PAC, em sua segunda rodada de edições desde 2023, prevê investimentos em capacitação de projetos e captação de recursos para a restauração, com prazos entre 2024 e 2025.

Diagnóstico da intervenção. O material indica que o memorial está em bom estado geral, com pequenas lesões e sujeiras relacionadas à pintura. No entanto, aponta pontos críticos, como a acessibilidade – o local não possui percurso acessível com piso tátil, entradas estreitas e mobiliário inadequado para cadeirantes.

Propostas de reforma. A FMLF traça cinco objetivos para as intervenções: preservar a estrutura existente, prever a recuperação dos elementos com desgaste natural; assegurar acessibilidade plena sem atrapalhar os fluxos dos rituais; manter a simplicidade estética do prédio; entre outros. O anteprojeto organiza as ações em quatro eixos: acessibilidade e circulação; requalificação do pavimento térreo; expografia e reserva técnica; intervenção na fachada e recuperação estrutural.

Detalhes do anteprojeto. Prevê a instalação de elevador para atender à norma NBR 9050, uma nova escada mais ampla e integração visual entre áreas. No térreo, há a criação de uma sala de estar/recepção e novos sanitários, inclusive uma unidade PcD, ligando-se à zona religiosa do terreiro. A expografia amplia a área expositiva e reorganiza o acervo em setores temáticos, com sala audiovisual no segundo pavimento e climatização para preservação.

Processo no Iphan. A Superintendência do Iphan na Bahia recebeu o requerimento em 14 de maio. A equipe técnica analisará impactos na proteção do patrimônio e no entorno. Se o parecer for favorável, será emitida a autorização para a obra. Com licenças municipais e a captação de recursos concluídas, a obra pode iniciar, com eventual acompanhamento arqueológico, quando solicitado.

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Foto: Acervo / Terreiro do Gantois

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Foto: Acervo / Terreiro do Gantois

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