Resumo: O senador Flávio Bolsonaro voltou a provocar ao comparar o filme Dark Horse, financiado por Daniel Vorcaro, a um samba que contou a história de Lula no Carnaval do Rio. Em lançamento da pré-candidatura de Guilherme Derrite ao Senado, ele afirmou que a produção recebeu recursos privados e não usou a Lei Rouanet, reforçando que não há espaço para financiamento público de desfiles que, segundo ele, zombam das famílias brasileiras.
Durante o evento, Flávio destacou que a captação ocorreu de forma privada, citando Vorcaro como apoiador, com valores que teriam chegado a cerca de R$ 61 milhões. Ele ainda disse que não pode recorrer a portas públicas, como Embratur, para obter recursos para desfilar escolas de samba, argumentando que isso seria propaganda contra as famílias brasileiras.
O público presente, formado por apoiadores do bolsonarismo, reagiu com aplausos, enquanto a fala levantava a leitura de que o financiamento do filme não depende de incentivos oficiais. A aliança entre Flávio e Vorcaro também gerou descontentes entre alguns aliados, que passaram a acompanhar com cautela o desdobramento das informações divulgadas.
Ainda na discussão, o líder mencionou que a Academia de Niterói recebeu R$ 1 milhão da Embratur, o mesmo valor pago a outras escolas do Grupo Especial. Foi acrescentado que a agremiação não utilizou verba da Lei Rouanet, o que sustenta a narrativa de afastar recursos públicos de produções associadas ao desfile. Em meio à repercussão, Flávio sinalizou que novas informações sobre a relação com Vorcaro podem vir à público, mas negou qualquer irregularidade, afirmando que tudo se restringia ao filme.
Ao final, a atmosfera do auditório contrastou com a apreensão entre aliados diante do desgaste na campanha de seu filho. Em entrevista à CNN Brasil, Flávio repetiu que não houve surpresas e que pode surgir material sobre o estudo do filme, desde que o conteúdo trate apenas do projeto cinematográfico.


