Duas jovens de 17 anos, Lara Gabriela Noé Diniz Vlázio e Maria Eduarda Ramos, nasceram em Rondônia e enfrentaram a leucemia infantil. A amizade nasceu na ala oncológica durante o tratamento, mantendo a esperança em meio às internações. Elas morreram com cerca de uma hora de diferença, encerrando uma história marcada pela coragem e pela união entre pacientes. Palavras-chave: leucemia infantil, amizade entre pacientes oncológicos, Rondônia.

Entre seringas, exames e noites em claro, Lara e Duda dividiram medos, risos tímidos e desejos simples. Elas sonhavam com dias em que pudessem andar pelos corredores do hospital sem ouvir o toque de um estetoscópio, sem retornar para uma sessão de tratamento. A ligação entre as duas cresceu mesmo nas maiores dificuldades.
Ao longo de anos de tratamentos, recaídas e longas horas de hospital, a amizade tornou-se força genuína. Familiares também passaram a caminhar junto, transformando a dor em uma rede de apoio entre moradores da cidade de Rondônia. Mesmo diante da doença, as amigas encontraram motivos para sonhar e apoiar outras pessoas em situação semelhante.
Na despedida, as mensagens nas redes lembraram que o destino as apontou caminhos diferentes, mas juntas, mesmo que por vias distintas. A história de Lara e Duda permanece como lembrete de que a amizade pode iluminar a luta contra a leucemia infantil e de que cada vida importa para quem ficou.
