Resumo: o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, participou de dois eventos no interior de São Paulo para a pré-candidatura de Guilherme Derrite ao Senado, em Campinas e Sorocaba. Em Sorocaba, ele sinalizou apoio à eventual anistia para condenados da trama golpista de 8 de janeiro de 2023, enquanto o grupo político reforçou a agenda de segurança pública e convergiu em críticas ao governo Lula.
Durante o primeiro dia da agenda em Sorocaba, Derrite esteve ao lado de Flávio e do governador Tarcísio de Freitas, ainda que este último não tenha comparecido ao evento de sábado. Andr é do Prado, pré-candidato ao Senado pelo PL, também participou de iniciativas estaduais do grupo. Em Campinas, os aliados destacaram a ideia de corrigir rumos, com Derrite destacando a necessidade de apresentar propostas audaciosas para o cenário político do estado.
Flávio Bolsonaro reforçou que não governará sozinho e citou a importância de ter apoio na Câmara e no Senado para aprovar pautas como a anistia, a reforma do Judiciário e outras reformas. Em Sorocaba, ele fez referências públicas a vítimas da “maior farsa” que, segundo ele, foi capitaneada por um ministro do Supremo Tribunal Federal para interferir nas eleições.
Aquele que na dificuldade é fraco, é porque é realmente fraco. Eles subestimaram o nosso sangue de Bolsonaro. Não vou desistir do meu Brasil
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Os encontros também abordaram segurança pública como eixo central, com Derrite destacando a necessidade de medidas mais firmes contra a criminalidade. Em Sorocaba, Flávio e Derrite discutiram uma agenda de ações que também conta com críticas frequentes ao que chamam de aparelhamento das instituições pelo governo federal, incluindo menções à Polícia Federal.

Além do tema da anistia, o grupo manteve o tom crítico à gestão Lula, com Flávio acusando o governo de corrupção e de “aparelhar” governos e órgãos, o que, segundo ele, compromete investigações e a segurança pública. No discurso, Derrite e Flávio também defenderam a possibilidade de classificar organizações criminosas como terroristas, posição que vem sendo defendida por alguns defensores de políticas duras, e que é mencionada como alinhada, de modo controverso, a propostas de alguns setores internacionais.

O tom combativo foi reforçado por referências a tentativas de “dar o golpe” na democracia, com menções à necessidade de proteger aposentados e evitar abusos de poder. Em Sorocaba, o grupo também citou a possibilidade de um ministério conjunto com Derrite, sinalizando uma futura parceria de governo caso as urnas sinalizem apoio suficiente. As falas foram acompanhadas por imagens de campanha e registros de presença de apoiadores, reforçando a mobilização interna pelo grupo.
