China, EUA e Israel disputam avanço em armas a laser

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As armas de energia direcionada, especialmente os lasers, avançam como vetor real de defesa. Observadores identificaram, no aeroporto de Dubai, um sistema de laser de fabricação chinesa montado em veículo. Enquanto isso, o Iron Beam, sistema de laser israelense, já foi emprestado aos Emirados e há sinais de que o país busca ampliar parcerias com firmas europeias e americanas para desenvolver suas próprias soluções. No fim de 2025, houve ainda relatos de que o Catar avalia componentes do sistema turco Steel Dome, ampliando o leque regional de defesa a laser.

“Armas a laser podem parecer ficção científica, mas a guerra com o Irã está aproximando esse tipo de tecnologia do uso comum em conflitos reais”, diz Jared Keller, ex-repórter de defesa e atual responsável pela newsletter Laser Wars. Ele lembra que, entre abril e maio, o ritmo de desenvolvimento global acelerou de forma inédita. Segundo Keller, os Emirados já contam com dois tipos de laser e estão adquirindo um terceiro, consolidando-os como um mercado ativo no tema.

Esse movimento se insere no grupo de Armas de Energia Direcionada (DEW), que inclui lasers de alta energia e armas de micro-ondas. A lógica é simples: drones não tripulados podem ser muito mais baratos que mísseis, tornando os lasers atrativos por custo por disparo — estimado entre 3 dólares e 5 dólares (aproximadamente R$ 15 a R$ 25) por tiro. A expansão de drones em combate força governos a buscar defesas mais econômicas e eficientes.

Apesar do entusiasmo, lasers não são solução milagrosa. O feixe segue em linha reta, tem alcance limitado — por exemplo, o Iron Beam cobre cerca de 10 km de cada vez — e precisa manter o alvo no ponto por tempo suficiente, o que é desafiador contra drones rápidos. Condições como umidade, poluição, neve, poeira e calor extremo também afetam o desempenho e exigem robusto resfriamento. Saudi Arabia e outras regiões já reportam dificuldades semelhantes em testes com lasers chineses.

A real participação do Iron Beam na guerra contra o Irã ainda é limitada. Uma versão de 100 kilowatts já derrubou drones de grupos aliados, mas a imprensa aponta que seriam necessárias pelo menos 14 baterias adicionais para eficácia plena — um requisito que ainda não foi alcançado pela força aérea israelense, segundo o jornal Jerusalem Post. Nessa linha, especialistas notam que simplesmente mover o equipamento para outro país pode ter mais efeito diplomático do que tático.

Do ponto de vista estratégico, a diversificação de fornecedores aparece como resposta à dependência de uma única potência. Krieg, do King’s College London, afirma que os Emirados e demais países do Golfo precisam avançar rumo à autossuficiência em defesa para reduzir a vulnerabilidade logística e manter o comércio estável frente a tensões regionais. A conclusão comum entre analistas é clara: lasers devem fazer parte de uma defesa aérea em camadas, não substitutos exclusivos, com implantação ainda nos próximos anos em várias regiões.

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