O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti, alertou, em Salvador, sobre o avanço da Inteligência Artificial no Judiciário brasileiro. Em entrevista durante o lançamento da 25ª Conferência Nacional da Advocacia Brasileira, ele destacou que a IA deve ser usada como ferramenta de apoio, e não como substituta de advogados, juízes ou da própria atuação jurídica.
Simonetti afirmou que o país atravessa uma rápida transformação tecnológica e que a OAB trabalha para regulamentar o uso da IA, protegendo profissionais, o sistema de justiça e a cidadania. A ideia é garantir que as ferramentas tecnológicas contribuam para a qualidade do serviço jurídico sem reduzir o papel humano essencial.
A conferência, considerada um dos maiores encontros jurídicos do mundo, discutirá justamente o futuro da advocacia diante da IA. O objetivo é entender como incorporar a tecnologia de forma responsável, mantendo a ética, a transparência e o foco nas necessidades das pessoas atendidas pela Justiça.
“Esse é um tema ainda pouco discutido pela instituição. A conferência na Bahia vai debater claramente como a advocacia poderá se beneficiar da IA, sem abrir mão da qualidade dos serviços e da proteção aos cidadãos”, disse Simonetti, reforçando a orientação de que a tecnologia traga vantagens reais sem comprometer o respeito aos princípios profissionais.
Ao enfatizar a regulamentação cuidadosa, o presidente da OAB reforçou que a IA pode, sim, fortalecer a atuação profissional e a prestação jurisdicional, desde que seja utilizada com responsabilidade. A expectativa é que a Bahia seja palco de debates que conectem inovação tecnológica ao serviço público, sempre com foco na cidade, nos moradores e na região como um todo.
