Geovani Silva, ídolo do Vasco da Gama e medalhista olímpico em Seul, morreu aos 62 anos após um mal súbito na madrugada desta segunda-feira. A família confirmou o falecimento e informou que o atleta foi levado ao hospital, porém não resistiu.
O velório está previsto para ocorrer na cidade de Vila Velha, no Espírito Santo, onde o corpo será afastado pela família. A nota divulgada pelas redes sociais do próprio Geovani antecipou o falecimento e pediu respeito aos familiares, em meio às homenagens que já começam a surgir pela passagem do jogador.
No Vasco, Geovani ficou marcado pela camisa 8 e pelo apelido “Pequeno Príncipe”, símbolos de uma geração que ergueu o clube a títulos estaduais. Foram cinco bios de campeão estadual: 1982, 1987, 1988, 1992 e 1993, consolidando-o como um dos grandes nomes da história cruzmaltina.
Na seleção brasileira, Geovani integrou a geração que conquistou o Mundial de Juniores em 1983, ao lado de nomes como Jorginho, Bebeto e Dunga. Cinco anos depois, brilhou com a equipe que viu o Brasil ser vice-campeão nos Jogos Olímpicos de Seul, recebendo o reconhecimento internacional pelo seu talento.
Além do Brasil, o meia atuou no exterior, passando por clubes como Bologna (Itália), Karlsruher (Alemanha) e Tigres (México). De volta ao Brasil, deixou três filhos e um legado de dedicação que permanece vivo entre fãs, jogadores e a cidade que o acompanhou de perto.
A família já anunciou que um culto de despedida será realizado em Vila Velha, com a expectativa de que o enterro ocorra ainda nesta semana. A comunidade esportiva lamenta a perda de um talento que marcou gerações e ajudou a transformar o Vasco em referência no futebol brasileiro.
