Saiba quais são os presídios com o maior número de mortes em MG

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Conedh-MG aponta 643 mortes no sistema prisional de Minas Gerais entre 2024 e 15 de março de 2026. O conselho estadual de defesa dos direitos humanos divulgou um relatório feito com dados do Depen-MG e da Sejusp-MG. O estudo analisa mortes dentro e fora das unidades prisionais, além das denúncias recebidas pelo órgão, revelando um quadro de violência, sobrecarga de estruturas e déficits de pessoal.

Entre os pesquisadores, o local com o maior número de óbitos foi o Núcleo de Gestão de Escolta Hospitalar/DSE, com 60 ocorrências. Em seguida aparecem o Presídio Inspetor José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves, com 36 mortes, e a Penitenciária José Maria Alkimin, também na região, com 32 óbitos.

A contabilidade por ano mostra números expressivos e, em alguns casos, divergências entre o total e a soma por unidade. Em 2024, as mortes dentro e fora das unidades variam entre 275 e 277, com 2024 registrando 23 mortes no NCG Hospitalar/DSE, 15 no Drumond, 13 no Professor Jacy de Assis, 13 na Alkimin, 9 no PPP III e 9 na Professora Jason Soares Albergaria. Além disso, 2024 contabilizou 163 mortes fora das unidades, somando 114 dentro e 163 fora, totalizando 275.

Em 2025, o total estimado fica entre 310 e 312 IPL (indivíduos privados de liberdade) sob tutela do Estado, com 147 mortes dentro das unidades (6 acidentais, 55 naturais, 32 provocadas por terceiros, 54 suicídios) e 163 fora (13 acidentais, 99 naturais, 45 provocadas por terceiros, 6 suicídios). Em 2026, até 15 de março, não houve divergência. O total até essa data foi de 56 óbitos (30 dentro, 26 fora).

O Conedh-MG aponta ainda que, em 2024, 83% das 1.161 denúncias recebidas estavam relacionadas a violações ocorridas dentro de presídios, evidenciando um clima de gravidade nas condições de cárcere. Sindicatos e especialistas destacam a degradação das estruturas, o déficit de profissionais e a superlotação como problemas centrais do sistema.

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais acompanhou vistorias em unidades como o Presídio Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves, e o Ceresp Gameleira. As imagens divulgadas sugerem superlotação e infraestrutura precária, com relatos de condições insalubres para policiais penais que atuam nas unidades.

Entre as unidades com mais denúncias, o relatório aponta o Presídio Antônio Dutra Ladeira (233 denúncias), o Ceresp Gameleira (146), a Penitenciária Nelson Hungria (98), o Presídio Regional de Montes Claros (50) e a Penitenciária Sá (42).

Com esses dados, o Conedh-MG reforça a necessidade de medidas rápidas para evitar novas violências e melhorar as condições do sistema prisional de Minas Gerais. O relatório serve de base para ações de fiscalização, planejamento de pessoal e investimento em infraestrutura que atendam aos direitos básicos dos presos e à segurança pública local.

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