Fórmula Indy (CART) viveu nos anos 90 a era dos motores turbo de 1000 cavalos, carros queFrequently alcançavam perto de 400 km/h em ovais. Foi um período de velocidade extrema, tecnologia de ponta e recordes que moldaram o Indy 500 e o automobilismo mundial.
O caldo era de competição intensa e desenvolvimento livre. Sem padronização de chassis, fabricantes de motores como Ford-Cosworth, Chevrolet/Ilmor, Mercedes, Honda e Toyota disputavam a dianteira ao lado de construtores como Reynard, Lola, Penske e Swift na CART.
A potência era construída por motores V8 de 2,65 litros, turboalimentados, com metanol como combustível. Turbocompressores de alta pressão — entre 40 e 45 psi —, aerodinâmica de baixo arrasto e o Superspeedway Trim permitiam velocidades impressionantes, com o conjunto ultrapassando os 1000 cavalos e médias próximas de 380 a 400 km/h.
Os recordes ficaram marcados em duas referências históricas. Em Indianápolis, 1996, Arie Luyendyk cravou a média de classificação de 237,498 mph (382,216 km/h), com velocidades de ponta acima de 395 km/h nas retas. Em Fontana, 2000, Gil de Ferran definiu o recorde mundial da era CART, com 241,428 mph (388,541 km/h) em média de volta, com picos superiores a 410 km/h ao entrar nas curvas.
A engenharia também tinha seus truques e limites. A válvula pop-off controlava a pressão do turbo, levando equipes a explorar mapas de motor no limiar exato de abertura. Curiosidades como o G-LOC no Texas em 2001 mostraram o lado humano da velocidade extrema, com o circuito cancelando a prova por motivos de segurança médica.
Outras soluções marcaram a época. O Hanford Device nas asas traseiras reduzia o arrasto sem derrubar a ponta, gerando corridas com muitas trocas de liderança. Em 1994, o Mercedes 500I “The Beast” revelou como era possível explorar regras para obter mais de 1000 cavalos, hábito que levou a mudanças regulatórias rápidas.
Esse estágio de potência absoluta deixou um legado de inovação e bravura, ainda reverberando no esporte. Embora as regras tenham ficado mais contidas, os recordes de Luyendyk e De Ferran permanecem como testemunho de uma era em que a engenharia não conhecia limites.
