O envelhecimento da população brasileira está redesenhando o cuidado em casa. Com expectativa de vida de 76,6 anos e 57% de aumento na parcela de moradores com mais de 65 anos, a demanda por cuidadores profissionais cresce e ganha estrutura. A Acuidar, fundada em 2016, já opera em mais de 320 unidades e realizou 3,7 milhões de atendimentos, firmando-se como a maior rede de cuidadores da América Latina.
Essa mudança não é apenas demográfica. Filhos que moram longe e jornadas de trabalho longas tornam o cuidado uma decisão com planejamento, organização e preparo técnico. O serviço deixa de ser acionado apenas em emergências e passa a fazer parte da organização familiar, integrada ao dia a dia e à saúde.
Na visão de Jéssica Ramalho, CEO da Acuidar, o maior acesso à informação elevou a conscientização sobre a importância da qualificação. O cuidador profissional passou a ser visto como peça essencial da assistência em saúde, reduzindo a resistência de abrir a casa a alguém externo ao núcleo familiar.
A contratação também ganhou previsibilidade. O setor adota um rigoroso processo de seleção, incluindo análise de currículo, checagem de referências, verificação de antecedentes, provas teóricas e práticas e avaliação comportamental. Além disso, a compatibilidade entre cuidador e paciente ficou determinante, levando em conta personalidade, rotina, tipo de demanda e nível de dependência, com supervisões periódicas e critérios de desempenho.
A trajetória da Acuidar acompanha um mercado em rápida expansão. A rede supera 320 unidades e soma mais de 3,7 milhões de atendimentos. Em 2025, o faturamento total ficou acima de R$ 243 milhões, com crescimento de 34% ante o ano anterior, resultado de maior demanda por cuidado profissional, suporte aos franqueados, qualificação da mão de obra e tecnologia para organizar a operação.
Olhar para o futuro traduz-se em ambição: ampliar para 400 unidades e iniciar atuação fora do Brasil, começando por Portugal. A Acuidar também prepara o lançamento de um e-commerce próprio, permitindo que clientes contratem diárias, contratem planos e peçam orçamentos de forma digital. O que se vê é uma mudança cultural: o cuidado profissional passa a fazer parte do planejamento das famílias, combinando demanda social, qualificação e novas oportunidades de negócio nas regiões atendidas.
