Lula afirma, em entrevista à TV Brasil, que defende uma relação Brasil-EUA fundamentada no diálogo e sem intenções de guerra. A disputa entre os dois países, segundo ele, deve ficar no campo político e ideológico, com atenção às questões da América Latina. A entrevista reforçou a visão de que o Brasil pode manter cooperação estratégica com Washington sem abrir mão de soberania regional.
Ele também ressaltou a importância de tratar a divergência com os EUA pela arena diplomática. Ao falar de ataques ao Brasil, Lula citou explicitamente a expressão do seu objetivo: “Não adianta você ficar dizendo que tem navio de guerra, que tem avião de guerra. Eu não quero fazer guerra com você! A minha guerra com você é na narrativa. Eu quero provar que você está errado e que eu tô certo.” A fala ocorreu em meio a perguntas sobre a postura de Washington na América Latina, com a participação de Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos.
Em tom bem-humorado, o presidente comentou a idade dos dois líderes, dizendo que costuma registrar formalmente os encontros com Trump após as conversas. Ele brincou ainda com a ideia de que, aos 80 anos, as pessoas costumam esquecer com mais facilidade.
O episódio mostra a preferência brasileira por diálogo com os Estados Unidos e pela construção de entendimentos, em vez de confrontos abertos. Lula defende que a política externa deve lidar com as divergências por meio de diplomacia e narrativa, mantendo o foco na cooperação e no equilíbrio regional.
