Xi Jinping ordenou a mobilização de recursos para atender aos feridos e determinou a abertura de uma apuração sobre a explosão na mina de Liushenyu, em Shanxi, que deixou 90 mortos na noite de sexta-feira. A medida reafirma a prioridade do governo chinês com a segurança no setor de carvão.
Segundo a agência Xinhua, 247 trabalhadores estavam no subsolo no momento da explosão, às 19h29. Até a tarde de sábado, 123 mineiros haviam sido hospitalizados, com 33 já recebendo alta e quatro em tratamento intensivo. Ao todo, 755 profissionais de saúde e emergência atuavam no resgate e no atendimento.
A explosão foi provocada por gás metano, que ao entrar em contato com faíscas gera monóxido de carbono, tornando-se a maior tragédia no setor carbonífero da China em 17 anos — desde novembro de 2009, quando Heilongjiang registrou 108 mortes.
O carvão sustenta a matriz energética chinesa, empregando cerca de 1,5 milhão de pessoas. O país também registrou, em fevereiro de 2023, um desabamento na Mongólia Interior que deixou 53 mortos, destacando os riscos históricos do setor.
Além de prender um responsável pela mineradora para prestar esclarecimentos, Xi Jinping pediu que as administrações regionais aprendam com o ocorrido e mantenham vigilância constante para evitar novos desastres. A resposta conjunta de autoridades e operadores visa prevenir tragédias semelhantes na cidade ou região.

