Greve na USP persiste desde 14 de abril, com ocupação da Reitoria que acabou sendo desocupada pela Polícia Militar na madrugada do dia 10. O conflito envolve calendário acadêmico, permanência estudantil e o papel das entidades estudantis na condução das negociações. A mobilização mobiliza a cidade de São Paulo, com manifestações que reforçam o debate sobre educação pública.
A reitoria criou uma comissão de moderação e diálogo institucional para mediar o confronto entre a gestão e a representação estudantil, reconhecendo a importância do diálogo, mas mantendo a necessidade de retorno às atividades. A iniciativa busca evitar prejuízos à formação dos alunos e manter as portas das salas abertas.
Um ultimato da diretoria do IFUSP alerta que, sem retorno às aulas até segunda-feira, 25 de maio, os estudantes poderão perder o semestre. No caso dos calouros, a continuidade da greve pode levar ao cancelamento das matrículas, conforme anúncio divulgado pelo instituto. A mensagem destaca a gravidade do impasse para a formação acadêmica e a ligação entre calendário e vínculos com a universidade.
O Cefisma, órgão estudantil do Instituto de Física da USP, chamou o tom do comunicado de “alarmista” e informou que há negociações em andamento com o Conselho de Graduação. Uma sessão do órgão foi adiada para tratar prioritariamente do semestre atual, ainda em greve, conforme nota divulgada pela entidade.
O que os estudantes reivindicam? entre as pautas está o reajuste do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE). A universidade já anunciou aumento de 885 para 912 reais, mas os grevistas defendem equiparação ao salário mínimo paulista, atualmente em 1.804 reais. Também há críticas a políticas de permanência e ao funcionamento de restaurantes universitários, apontando deficiências estruturais.
Na prática, a pauta envolve a readequação do calendário acadêmico de 2026, com perspectivas para 2027. Uma nova reunião de negociação foi marcada para segunda-feira, 25, após a qual deve ocorrer uma assembleia estudantil para decidir os próximos passos. A comunidade acadêmica permanece atenta às sinalizações da reitoria e dos representantes estudantis.
