Corinthians expulsa Andres Sanchez após decisão do Conselho Deliberativo, por 112 votos a favor, 49 contra e 6 abstenções. A medida encerra uma fase de investigações sobre gastos pessoais no cartão corporativo do clube, estimados em R$ 480.169,60. Moradores da cidade acompanharam de perto o desfecho e a reação foi marcada por apoio e tensão entre torcedores.
A votação ocorreu no Parque São Jorge. Sanchez estava ausente por cautela, sendo representado por advogados. O Armando Mendonça pediu para acompanhar a votação, mas foi impedido pelo presidente do Conselho, Leonardo Pantaleão, que já havia definido que a diretoria executiva não participaria. Durante o debate houve divergências, e o ex-presidente Mario Gobbi chegou a sugerir suspender a punição em vez de expulsão, proposta que não prosperou.
O caso envolve ainda apurações do Ministério Público. Documentos vazados mostraram gastos pessoais com o cartão corporativo. Em dezembro, o promotor Cassio Conserino denunciou Sanchez e o ex-diretor financeiro Roberto Gavioli por lavagem de dinheiro e crimes tributários, mas a Justiça de São Paulo rejeitou a denúncia em 14 de março; o MP recorreu. Sanchez sustenta que houve confusão entre o cartão corporativo e o pessoal, e já ressarciu parte das despesas.
A expulsão se insere num histórico de tensões envolvendo a governança do clube. O caso traz à tona debates sobre ética e controle, lembrando o episódio envolvendo o ex-presidente Alberto Dualib, que deixou o clube em 2008 após acusações de lavagem de dinheiro. O desfecho reacende a importância de regras claras na gestão e na relação com torcedores e sócios.
Com o resultado, o Corinthians avança nas medidas disciplinares e na revisão de práticas administrativas. O desfecho pode impactar a imagem da equipe e a relação com a cidade, além de orientar futuras decisões sobre governança, transparência e responsabilização de dirigentes diante de investigações. A cidade acompanha o desdobramento e os impactos na gestão do clube.
