Paracatu, Minas Gerais, o Ministério Público de Minas Gerais denunciou uma servidora da prefeitura por usar recursos da saúde pública para realizar cirurgias estéticas. O total pago foi de R$ 31.403,75, e os procedimentos teriam sido marcados sem seguir o fluxo formal da rede municipal.

A funcionária ocupa o cargo comissionado de diretora do Departamento de Mídia e Alta Complexidade da Secretaria Municipal de Saúde. O MPMG aponta que ela usou a influência do cargo para viabilizar as cirurgias fora do protocolo, sem encaminhamento médico formal, avaliação por junta de regulação nem inclusão na fila de espera.
Segundo a ação, os procedimentos ocorreram em abril de 2025, com o custo total de 31.403,75 reais pagos com recursos públicos. O Ministério Público ajuizou uma Ação Civil Pública por improbidade administrativa contra a diretora.
Na peça, o MPMG solicita a indisponibilidade dos bens da servidora para garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos e impõe sanções previstas na Lei de Improbidade, como perda da função pública, suspensão dos direitos políticos e aplicação de multa. Também há pedido de indenização por danos morais coletivos, alegando que o caso abala a credibilidade do sistema de saúde da cidade.
O processo segue tramitando e acende o debate sobre transparência e responsabilidade no uso de recursos da saúde. A cidade aguarda os desdobramentos para entender como será a responsabilização e quais medidas administrativas poderão ser adotadas para evitar episódios semelhantes no futuro.
