A defesa de Chico Buarque protocolou na Justiça a identificação de endereços de IP vinculados a perfis que divulgaram vídeos gerados por inteligência artificial utilizando as canções Cálice e Apesar de Você sem autorização. As montagens circularam com desinformação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
A ação foi movida contra a Meta, dona das plataformas onde os conteúdos foram publicados. Em decisão liminar, a Justiça do Rio de Janeiro determinou a retirada dos vídeos. A advogada Maria Isabel Tancredo conduz o caso, buscando responsabilizar quem criou e disseminou o material.
De acordo com o jornal O Globo, o fornecimento dos endereços de IP deverá permitir a identificação dos responsáveis pelos perfis, tornando a responsabilização mais próxima de quem divulgou as gravações manipuladas.
O processo destaca a dificuldade de controlar conteúdos gerados por IA que utilizam obras protegidas e que são disseminados com informações enganosas sobre autoridades. A decisão liminar reforça a posição da Justiça em reduzir a circulação de materiais que possam comprometer a reputação de figuras públicas e de instituições.
