O aiatolá Mojtaba Khamenei, líder supremo do Irã, voltou a falar sobre Israel nesta terça-feira, 26 de maio de 2026, em uma publicação no X. Em tom firme, ele descreve o que chama de regime sionista como uma ameaça que se aproxima do fim de sua existência. O regime sionista abalado e o tumor cancerígeno de Israel estão se aproximando das fases finais de sua miserável existência, escreveu, repetindo uma retórica de escalada que envolve diretamente o conflito regional e os Estados Unidos.
Pelo menos externamente, os Estados Unidos atacaram o Irã pela primeira vez em semanas, um revés para as negociações que buscavam encerrar a guerra no Oriente Médio. O Irã não confirmou o ataque oficialmente, mas a televisão estatal citou que Washington está perdendo influência e se afastando de seu status anterior no Golfo. Enquanto isso, a partir de avaliações públicas, as partes parecem ter sinalizado avanços nas conversas que visavam um cessar-fogo duradouro, ainda que a tensão permaneça alta.
Khamenei também afirmou que os países do Golfo, alvo de ataques quase diários do Irã em represália à ofensiva israelense-americana iniciada em 28 de fevereiro, não servirão mais de escudo para bases americanas. O cessar-fogo alcançado em 8 de abril entre EUA e Irã ficou sob forte pressão nas semanas seguintes, com bloqueios e ameaças que prejudicaram a confiança mútua. Nos últimos dias, porém, ambas as partes anunciaram supostos avanços nas negociações, apenas para ver novas ações de Israel no Líbano e a resposta militar dos EUA ao Irã reacenderem o pessimismo sobre uma solução rápida.
Analistas destacam que a escalada revela como o conflito pode ganhar uma nova dimensão, elevando o risco de desestabilização na região. Enquanto as lideranças acompanham o curso das negociações, a região permanece em alerta diante de novas etapas de violência. A pressão internacional por caminhos diplomáticos ganha fôlego com cada movimento observável, em meio a um cenário em que poucos benefícios parecem estar garantidos para a população local.
