Resumo: a ex-vereadora e cantora Léo Kret afirmou não ter sido presa após a operação Sponsor, conduzida pelo Gaeco em Salvador. Segundo ela, houve apenas menção ao seu nome na investigação sobre supostos desvios de verbas públicas para eventos carnavalescos e paradas LGBTI+ da cidade. Os advogados garantem que tudo será esclarecido.
Léo Kret foi a primeira vereadora trans de Salvador, eleita em 2008 com 12.860 votos. Em abril de 2025, atuava como diretora de políticas para pessoas LGBTQIA+ na Secretaria Municipal de Reparação, a Semur. Em 2024 tentou retornar à Câmara Municipal, mas ficou na primeira suplência do PDT com 6.153 votos.
A investigação, denominada Sponsor, apura desvios de verbas públicas originalmente destinadas a entidades carnavalescas e às paradas LGBTI+ da cidade. Segundo promotores, os recursos deveriam financiar eventos em 57 bairros e apoiar 18 blocos durante o Carnaval de 2025. Ao todo, sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos em um órgão público, uma associação e endereços ligados a cinco pessoas, incluindo servidores municipais. A Justiça também afastou o presidente e o diretor-geral da associação, além de duas servidoras municipais.
Em vídeos divulgados nas redes, a ex-vereadora disse que não assinou nenhum contrato ligado ao caso e que a situação será esclarecida pelos advogados. Ela afirmou estar em casa, acompanhada pela família, e pediu paciência à população enquanto as informações são apuradas.
O caso envolve valores superiores a R$ 1,1 milhão, com medidas para apurar possíveis desvios de verbas destinadas a festas na cidade. A investigação continua, e a cidade de Salvador acompanha o desdobramento com expectativa de transparência.
