O Ministério Público de Sergipe (MP-SE) informou, em coletiva à imprensa, que Tiago Sóstenes Miranda de Matos, policial penal e ex-diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso, é o principal suspeito do feminicídio que tirou a vida da empresária Flávia Barros dos Santos em Aracaju. Ele permanece preso preventivamente.
Laudos técnicos contestam a versão em defesa do suspeito de tertentado tirar a própria vida após o crime. Segundo o MP, os ferimentos em Tiago foram provocados por tiros que ricochetearam, afastando a explicação de um desespero extremo como motivação.
“Tiago Sóstenes não tentou se matar. Ele foi atingido de forma superficial na cabeça por tiros que ricochetearam em outros alvos. A alegação de que ele estava absolutamente abalado e tentou se suicidar cai por terra com base nas provas apresentadas até o momento”, afirmou a promotora de Justiça Luciana Duarte.
O crime ocorreu em um hotel no Bairro Coroa do Meio, na Zona Sul de Aracaju. Um vídeo divulgado pelo MP mostra o momento anterior à ação: o policial chega ao quarto após a vítima, arromba a porta e atira enquanto ela está deitada na cama.
Dados de celulares analisados pelo G1 Sergipe indicam que Flávia vivia um relacionamento abusivo com o policial, com mensagens que revelam episódios de violência anteriores. O Ministério Público pede a condenação de Tiago pelo feminicídio, com pena máxima de 40 anos, acrescida de duas causas de aumento. A promotora Luciana Duarte destacou a gravidade do caso, pela condição do réu como agente da segurança pública, pelo uso de arma funcional, pelo cerco à vítima e por motivação de gênero.
