O presidente dos EUA, Donald Trump, em reunião com o seu gabinete nesta quarta-feira (27/5), disse não ter certeza se deve assinar um acordo de paz com o Irã caso países árabes não reconheçam e mantenham relações com Israel. Ele citou a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e o Catar como nações que deveriam seguir esse caminho, amparadas pela lógica dos Acordos de Abraão. Ainda não há perspectivas concretas de um acordo entre EUA e Irã.
Em conversa com repórteres que acompanharam o encontro, o líder norte?americano reforçou o peso do apoio necessário:
“Acho que esses países devem isso a nós. Não tenho certeza se deveríamos fazer o acordo [com o Irã] se eles não assinarem, para dizer a verdade.”
A frase mostra que, mesmo atuando como mediador, Trump coloca condições claras para qualquer aproximação com o Irã, dependendo de reconhecimento e alinhamento regional com Israel.
Sobre os Acordos de Abraão, apenas Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Marrocos e Sudão já integram o conjunto de nações que normalizaram relações com Israel. Em 2023, a Arábia Saudita sinalizou a possibilidade de abrir laços com Israel, mas condicionou a aproximação à criação de um Estado palestino e ao fim do conflito na região.
No início da semana, o tema ganhou força com a fala de Trump sobre a eventualidade de avanços no Golfo Persico e no Oriente Médio, desde que haja adesão ao reconhecimento de Israel. Contudo, não houve anúncio de uma agenda de paz nem desenhares de prazos, mantendo as negociações sem perspectiva definida até o momento.
E você, o que pensa sobre o papel dos Acordos de Abraão na busca por estabilidade no Oriente Médio? Qual é a sua leitura sobre as condições para um acordo envolvendo o Irã e a relação entre países árabes e Israel? Compartilhe suas ideias nos comentários e participe da conversa sobre paz, reconhecimento e futuro da região.
