Salvador iniciou 2026 com melhoria fiscal: a dívida consolidada caiu 4,5% (R$ 180 milhões) e as amortizações de crédito externo recuaram 8,5%. O município também aponta maior foco em saúde e um caixa mais robusto, apesar da queda nas transferências do Sistema Único de Saúde (SUS). O relatório foi apresentado nesta quarta-feira (27) à Comissão de Finanças, Orçamento e Fiscalização da Câmara Municipal.
Os investimentos em saúde atingiram 22,5% das receitas próprias, totalizando R$ 616 milhões. O montante supera o mínimo constitucional de 15% e fica cerca de R$ 205 milhões acima do que é exigido por lei, mantendo o esforço de ampliar serviços na área. Mesmo com a redução de repasses do SUS, a gestão tem conseguido manter o ritmo de aplicação na saúde, fortalecendo a atenção básica e serviços hospitalares.
Segundo a secretária da Fazenda, Giovanna Victer, o equilíbrio fiscal tem permitido ampliar políticas públicas diante da queda de repasses. O relatório aponta ainda que a disponibilidade de caixa bruta subiu de R$ 1,773 bilhão para R$ 2,048 bilhões nos quatro meses, fortalecendo o caixa para novas ações e sinalizando maior margem de manobra para investimentos futuros. A apresentação do RGF reforça o compromisso com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Além disso, o documento destaca melhoria do resultado nominal e reforço no caixa do município, que reforça a capacidade de cumprir obrigações sem comprometer serviços. A leitura do RGF aponta uma gestão mais estável e transparente, alinhada às metas fiscais e à continuidade de investimentos públicos essenciais.
O conjunto de dados do RGF evidencia Salvador mantendo equilíbrio fiscal ao mesmo tempo em que amplia a oferta de serviços de saúde, com impacto direto na vida da população. Você acha que esse caminho fortalece os serviços municipais? Compartilhe suas experiências e expectativas para a cidade nos comentários.
