A ONU alertou que o plano de Israel de controlar 70% da Faixa de Gaza pode agravar o sofrimento das crianças, já impactadas pela crise de alimentação, água e higiene, em meio a um cessar-fogo ainda frágil. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ordenou ao Exército que avance para ampliar o domínio, após já ter controlado 50% e, em seguida, 60% do território.
A UNICEF reforça que esse avanço pode piorar a crise sanitária em um território devastado. Gaza era, antes dos ataques de 7 de outubro de 2023, um dos lugares mais densamente povoados do mundo; hoje a população está comprimida em apenas 40% do espaço restante, refugiando-se entre edifícios destruídos e montes de resíduos, sem espaço suficiente para o descarte seguro.
O porta-voz da UNICEF, Salim Oweis, destacou que os impactos já se manifestam: crianças com infecções respiratórias, diarreia aquosa aguda e mais da metade das famílias relatando doenças de pele. Pulgas, piolhos e sarna tornaram-se comuns, e há relatos de mordidas de ratos em crianças pequenas e até bebês em tendas.
Se Israel ampliar o domínio, perderá o acesso a serviços básicos e a zonas de difícil alcance, onde vivem famílias em abrigos precários. Segundo Oweis, isso significará ainda mais sofrimento infantil, agravando a precariedade de saneamento, água potável e assistência médica em um território já pressionado pela guerra.
Antes dos ataques de 2023, Gaza já era extremamente densamente povoada; hoje, a população permanece comprimida entre prédios bombardeados e resíduos, tornando a situação ainda mais vulnerável para crianças. A comunidade internacional acompanha o desenrolar com preocupação e faz um apelo pela proteção de civis e pela assistência humanitária necessária.
E você, o que acha que deve ser feito para proteger as crianças em Gaza neste momento? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe as suas perspectivas sobre o papel da comunidade internacional na busca por soluções humanitárias.
