Campo de batalha: Relembre quando a Segunda Guerra apagou duas Copas

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Resumo: As Copas de 1942 e 1946 foram canceladas pela Segunda Guerra Mundial, interrompendo o avanço do Mundial. Em 1950, o Brasil sediou o torneio após o conflito, em meio à reconstrução e com o Maracanã como símbolo de projeção internacional. Hoje, a memória dessas ausências convive com a expectativa pela Copa de 2026, realizada nos Estados Unidos, Canadá e México, com o Brasil buscando manter o título sob o comando de Carlo Ancelotti.

Quando a FIFA criou a Copa, a ideia era alternar a sede entre Europa e América do Sul. A primeira edição, em 1930, ocorreu no Uruguai; quatro anos depois, a Itália sediou o torneio em meio a um regime fascista. Em 1938, a decisão de levar o Mundial para a França provocou resistência na América do Sul, com Argentina e Uruguai boicotando a competição para protestar contra a quebra do modelo de alternância.

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Congresso da Fifa, na França, em 1938 | Foto: Victor Sinet/Fifa

A escalada de tensões na Europa levou à invasão da Polônia, em 1939, e à eclosão da guerra. O impacto foi imediato: campeonatos nacionais foram interrompidos, estádios viraram espaços militares e muitos jogadores foram convocados. A FIFA perdeu capacidade de organização e, sem anúncio oficial, a sede de 1942 acabou sendo abandonada diante do avanço do conflito.

Mesmo longe dos campos, o futebol manteve-se como instrumento político em muitos países. Regimes autoritários exploraram o esporte para propaganda e mobilização ideológica, enquanto lances locais e amistosos persistiram em algumas regiões. O mais grave, porém, ficou nas cifras humanas da guerra.

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Início dos conflitos da Segunda Guerra Mundial | Foto: Ullstein Bild

O fim da guerra forçou uma reconfiguração profunda do cenário futebolístico. A Copa de 1942 permaneceu como projeto adiado, e o nível humano e econômico das nações envolvidas foi drasticamente afetado. Com a Europa em ruínas, a FIFA precisou redesenhar seus planos para o pós-guerra e para uma nova ordem mundial do futebol.

No Congresso de Luxemburgo, em 1946, ficou decidido que o Brasil seria a sede do retorno da Copa, após um hiato de 12 anos. O Mundial de 1950 seria disputado em seis cidades brasileiras — Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e Recife — e marcaria a construção do icônico Estádio do Maracanã, projetado para receber enormes públicos. Treze seleções participaram, com o Eixo limitado e a Itália chegando com uma equipe enfraquecida pelos impactos da guerra e, posteriormente, pela Tragédia de Superga.

O torneio de 1950 ficou marcado pela derrota brasileira por 2 a 1 para o Uruguai no Maracanã, um episódio que ficou na memória coletiva como o Maracanaço. A ausência de um triunfo épico moldou a cultura do futebol no Brasil por décadas, enquanto o planeta se reconstruía.

BRASIL COPA DO MUNDO 2026: hoje, o clima é de expectativa. Falta pouco para a bola rolar nos EUA, Canadá e México. O pontapé inicial ocorre em 11 de junho, às 13h (horário de Brasília), com México x África do Sul no Estádio Azteca. O Brasil, sob o comando de Carlo Ancelotti, estreia em 13 de junho, às 19h, no Grupo C, ao lado de Haiti, Escócia e Marrocos.

E você, qual é a sua leitura sobre a relação entre política, guerra e futebol ao longo dessas décadas? Compartilhe nos comentários suas lembranças, opiniões e perguntas para enriquecer a conversa.

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