Resumo curto: os EUA afirmam ter condições de retomar a guerra contra o Irã caso suas as chamadas “linhas vermelhas” sejam respeitadas, em meio a negociações estagnadas para um acordo de paz no Oriente Médio. Trump intensifica ações públicas, exige destruir estoques de urânio iraniano e sinaliza que qualquer acordo só vale se for bom aos EUA.
As negociações indiretas entre Teerã e Washington visam encerrar o conflito de forma duradoura, com a ideia de estender o cessar-fogo por mais 60 dias. No entanto, o desfecho permanece emperrado. O Irã pede desbloqueio de ativos congelados — inclusive até a liberação de 12 bilhões de dólares (cerca de 60,7 bilhões de reais) — e maior flexibilidade para discutir o protocolo sob negociação, ainda que a Casa Branca tenha rejeitado tais alegações.
Na fala pública, Donald Trump afirmou que o Irã “nunca terá armas nucleares” e pressionou pela destruição de estoques de urânio altamente enriquecido. EUA e Israel associam Teerã a ambições atômicas, enquanto o Irã acrescenta que a discussão nuclear só deve avançar após consolidar o acordo em debate. O país também defende o desbloqueio de ativos como condição de negociar; contudo, Washington reforça que qualquer acordo precisa atender às suas linhas vermelhas.
Outro ponto sensível é o Estreito de Ormuz, rota-chave para o petróleo mundial que o Irã vem praticamente mantendo sob bloqueio desde o começo da guerra. Trump demandou a abertura imediata do estreito e a desminagem, enquanto os EUA mantêm bloqueio a portos iranianos. Relatos de navios iranianos indicam que ainda há restrições de circulação, com a Casa Branca dizendo que o acordo só valerá se respeitar as suas condições.
No Líbano, a frente de combate voltou a ganhar intensidade após o ataque conjunto de 28 de fevereiro contra o Irã, com Israel retomando bombardeios no sul libanês, apesar de um cessar-fogo que ficou sob tensão. Nawaf Salam, o primeiro-ministro, denunciou uma escalada perigosa, descrevendo-a como uma opção de alto custo para o país. Autoridades militares dos EUA e de Israel participaram de nova rodada de negociações em Washington para discutir segurança, com o saldo da ofensiva islâmica estimado em milhares de mortes na região e impactos econômicos globais — o último balanço oficial aponta 3.371 mortes no Líbano desde o início da guerra.
Com o aumento da volatilidade, o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial alertam para o risco de escassez de petróleo e impactos financeiros globais. Enquanto as conversas em Washington seguem para uma nova rodada entre 2 e 3 de junho, a pergunta que fica é se alguém cederá o suficiente para retirar o Irã da linha de frente de uma possível retomada de hostilidades. E você, como vê o caminho para uma possível paz ou para uma nova escalada?
