Um morador do Distrito Federal afirma ter perdido quase 130 mil reais após contratar uma empresa para fabricar e instalar móveis planejados em Águas Claras. O caso envolve Allan Rodrigues Viana, suspeito de não entregar o serviço e de levar o dinheiro sem concluir a obra, levando a uma disputa judicial em andamento.
O contrato, assinado em 2025, previa a fabricação e instalação de móveis para sala, três suítes e escritório, com prazo de entrega de 90 dias a partir de 1º de setembro de 2025. O valor acordado foi de R$ 123.320 mil, dos quais cerca de R$ 100 mil foram pagos adiantadamente em várias parcelas: sinal de R$ 1 mil, R$ 2 mil em 5 de setembro, R$ 15 mil e R$ 9.750 via Pix em 10 de setembro, R$ 20.169 em 16 de outubro, R$ 34.938 em 23 de outubro e R$ 28 mil em fevereiro de 2026. O saldo deveria ser quitado apenas após a conclusão dos serviços.
Desde o início, no entanto, a entrega não foi cumprida. A vítima relata que Allan passou a exigir pagamentos adicionais sob a justificativa de compra de materiais, mesmo sem o início efetivo da marcenaria. O diretor de TI descreve que Allan teria apresentado imóveis como exemplos de trabalhos já realizados, o que tereria aumentado a confiança no negócio.
A vítima afirma que a execução foi prejudicada por problemas de organização da obra, bloqueio de acesso ao local e situações de insegurança para a equipe. A empresa Viana Negócios Imobiliários Ltda informou que o cliente realizou intervenções que impactaram o andamento, incluindo impedimentos de acesso e comportamento que teriam gerado insegurança para os profissionais.
Com o tempo, Allan teria apresentado um novo marceneiro, Claudio, em janeiro, com um orçamento de ~R$ 46 mil, alegando que todos os custos adicionais ficariam a cargo do cliente. O diretor de TI sustenta que o acordo previa que Claudio concluiria a obra sem compensação pelos problemas anteriores; esse novo profissional acabou não entregando o serviço, com relatos de desaparecimento de materiais já pagos. O cliente também afirma ter desembolsado mais R$ 28 mil para refazer a sala, devido a falhas da equipe inicial.
Mesmo após a chegada da segunda empresa, a marcenaria não foi concluída. O prejuízo já supera os valores adiantados, levando a família a ingressar com ação no Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF), buscando a restituição de cerca de R$ 146 mil. Além do desgaste financeiro, a vítima relata angústia e atraso na mudança para o novo apartamento, aumentando os custos com aluguel.
Nas redes sociais, Allan se apresenta como corretor de imóveis de alto padrão em Brasília. A Polícia Civil do DF aponta que ele possui mandado de prisão ativo desde abril de 2026, além de histórico por injúria, vias de fato, ameaça e violência doméstica, conforme a Lei Maria da Penha.
E você, já enfrentou situações parecidas durante reformas ou compras de móveis planejados? Compartilhe suas experiências, dúvidas ou opiniões sobre como evitar golpes desse tipo e sobre como tornar contratos e prazos mais transparentes para evitar prejuízos.
