O BRB afirma ter sido vítima de fraude associada ao Banco Master, com ativos avaliados em 21,9 bilhões e uma provisão de 8,8 bilhões para resguardar o patrimônio. Para recompor liquidez, criou um fundo de investimento em direitos creditórios de 15 bilhões, em parceria com a Quadra, já com 4 bilhões em cotas seniores que geram liquidez e ajudam a reverter os indicadores do banco. Palavras-chave: BRB, Banco Master, FGC, GDF, Quadra, direitos creditórios, liquidez.
Em entrevista ao Metrópoles, publicada na última sexta-feira (29/5), o presidente Nelson Antônio de Souza detalhou que a operação envolve ativos do Banco Master avaliados em 21,9 bilhões. A BRB reconhece a necessidade da provisão de 8,8 bilhões e ressalta que, mesmo com as investigações em curso, o conjunto de patrimônio líquido reforçado pelo aporte permite que o BRB volte a operar com parâmetros de banco saudável.
O executivo destacou ainda que, ao transformar esse ativo problemático em um fundo de direito creditório com a Quadra, o BRB já soma um veículo de 15 bilhões; os 4 bilhões já liberados em cotas seniores aparecem como liquidez para a instituição, que deve recebê-la de forma gradual conforme o andamento do negócio.
Na esfera pública, o GDF, como acionista majoritário, fechou contrato com o FGC para empréstimo que pode chegar a 6,5 bilhões, com o objetivo de aportar recursos no BRB. O acordo foi homologado pelo ministro Luiz Fux, do STF, dentro de ação movida pelo GDF. Também há uma proposta de 6,6 bilhões em 15 anos, com carência de 18 meses e custo de juros IPCA mais delta spread.
Esse conjunto de medidas visa manter o BRB estável, ampliar liquidez e sustentar o crescimento do banco no cenário local. E você, o que acha dessas medidas para a saúde financeira do BRB e para o seu papel na economia do Distrito Federal? Deixe seu comentário abaixo com suas opiniões e perguntas.
