Resumo rápido: Augusto Melo, ex-presidente do Corinthians, foi expulso do quadro de sócios após impeachment aprovado pelo Conselho Deliberativo, em votação de 147 votos a favor e 5 contra, encerrando um capítulo de conflitos internos e de tentativas de retomar o poder no Parque São Jorge.
O desfecho acontece no contexto do caso Vai de Bet, que revelou um conjunto de denúncias de desvio de recursos e estruturas empresariais envolvidas em contratos do clube. O impeachment de Melo foi aprovado em 26 de maio e a destituição formal ocorreu em 9 de agosto de 2025, conforme registrado pelos relatos do processo e da imprensa. Ao longo daquela semana, outros dois ex-presidentes também deixaram o quadro de sócios.
Andrés Sanchez foi expulso em 25 de maio, após investigações indicarem gastos pessoais de aproximadamente R$ 480 mil no cartão corporativo. Duilio Monteiro Alves, aliado de Sanchez, renunciou ao título de sócio remido e entregou o posto de conselheiro vitalício, afastando-se de forma definitiva do quadro de sócios do clube.
O Caso Vai de Bet ganhou contornos de investigação sobre contratos firmados pelo clube: um acordo de R$ 360 milhões foi rescindido pela casa de apostas em 2024, e a Polícia Civil apontou o uso de uma rede de empresas fantasmas para desviar recursos que chegavam à Rede Social Media Ltda, intermediária do negócio. A acusação também ligou os operadores financeiros do esquema ao Primeiro Comando da Capital (PCC), elevando a gravidade das acusações.
Entre os momentos marcantes, Melo chegou a invadir a sala da presidência em uma tentativa de retomar o cargo, na presença de Osmar Stábile. A defesa, representada pelo advogado Ricardo Jorge, sustentou que não houve invasão e que houve falhas processuais que complicaram as decisões, mantendo o estigma de que houve pressão institucional no período.
Na segunda-feira seguinte, torcedores voltaram a se reunir em frente ao Parque São Jorge para apoiar a expulsão, embora Melo não tenha participado do ato. A mobilização, mesmo menor do que a registrada durante a votação de Sanchez, reforçou o debate sobre governança e integridade no Corinthians, em meio a um quadro de acusações que reverberam fora das quatro linhas.
O caso continua a gerar discussão entre torcedores e associados, com perguntas sobre responsabilidade, transparência e os passos a seguir para fortalecer a gestão do clube. E você, quais impactos acredita que essa decisão terá no futuro do Corinthians?
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