Resumo: uma emenda de R$ 1 milhão destinada a aulas de jiu-jitsu para crianças carentes em Pirassununga pode ter financiado, segundo denúncias ao STF, uma rave de 28 horas em São Paulo com até 10 mil participantes. A Polícia Civil investiga o possível desvio de recursos públicos ligado a um contrato de Wi?Fi na capital.
Na denúncia, parlamentares do PSol apontam um “ecossistema econômico” envolvendo a emenda de Mario Frias, o Lutando pela Vida, o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Life Productions, ligados à produção do filme Dark Horse. O conjunto é acusado de interligar recursos públicos e atividades privadas, com a suposta finalidade de financiar a cinebiografia do ex?presidente Jair Bolsonaro.
O relato sustenta que o contrato da Prefeitura de São Paulo para Wi?Fi Livre, no valor de R$ 108 milhões, teria alimentado indiretamente a produção de Dark Horse. Karina Ferreira da Gama, presidente do ICB, é apontada como articuladora, enquanto a Life Productions organizou a Terra Viva Festival, uma rave envolta em controvérsia.
Em resposta, o gabinete de Mario Frias informou que desconhece o festival Terra Viva e não respondeu aos demais questionamentos sobre o caso. A denúncia menciona Frias, mas afirma que não há vínculo comprovado entre o parlamentar e os projetos alvo da apuração.
Rudyge Boldrini, prestador de serviços ligado ao caso, afirma ter atendido muito mais que 500 crianças e acusa uma “guerra política” contra o Lutando pela Vida. Ele sustenta que os números citados por Frias correspondem a dois anos de atuação, não ao período reduzido utilizado pela defesa municipal.
A Life Productions é defendida pela advogada de Frias, aliada na política local, enquanto Aline Maria Montagnana Trevizani — conhecida como DJ Ine —, pessoa próxima ao coordenador do projeto social e a ex?secretário de Direitos Autorais, figura com atuação frequente no circuito do Lutando pela Vida. Aline e a produtora negam vínculos com Karina Ferreira da Gama e com recursos públicos.
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O conteúdo apresentado aponta para a direção de um possível desvio de recursos públicos entre emendas, projetos sociais, produção de filmes e eventos culturais. A defesa sustenta que não houve relação entre o jiu-jitsu social e a rave, apontando que é uma operação distinta, com dinheiro privado.
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