Resumo: O superintendente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Espírito Santo, Wermeson Mario Pestana, conhecido como “Johnson Pestana” nas redes, está sob análise da Corregedoria por suposta divulgação de cursos privados de legislação de trânsito usando sua visibilidade institucional. A PRF confirmou à coluna que a apuração está em andamento e que o assunto é tratado internamente.
Denúncias apontam que Pestana utiliza o mesmo perfil pessoal para divulgar ações oficiais da corporação e, ao mesmo tempo, promover cursinhos de preparação para concursos. Em fotos públicas, incluindo uma do dia 12 de outubro de 2025, ele aparece ao lado de Renato Casagrande, ex-deputado e ex-governador, em evento público.
“De qualquer modo, não cabe cortar o andamento de apuração e, quanto ao tema de fundo, a análise do caso deve ser aprofundada, e não há, no exame do momento, elementos suficientes para determinar que a União se abstenha de instaurar ou dar prosseguimento a eventuais processos administrativos disciplinares em face do agravado.”
Judiciário: Em fevereiro de 2023, o TRF-2 analisou recurso sobre a atuação de Pestana em atividades de magistério e divulgação de conteúdo nas redes. A União argumentou que a carreira exige “dedicação integral e exclusiva dos policiais rodoviários federais”, enquanto Pestana alegou que as atividades seriam intelectuais, realizadas fora do horário de serviço e sem prejuízo às funções. O desembargador responsável entendeu que não cabe ao Judiciário impedir a apuração administrativa e votou pelo prosseguimento da análise.
Trajetória: desde 2016, Pestana trabalha como policial rodoviário federal, iniciando na região de Rondônia, atuando no Porto Velho, Humaitá e na fronteira com a Bolívia. integrou o GETRAN e a BDCom, participou de missões ligadas aos direitos humanos e, em 2020, foi removido para a PRF no Espírito Santo, no Grupo de Fiscalização de Trânsito. Em 2022 concluiu o CAFTI e, no ano seguinte, passou a comandar a Superintendência da PRF no estado. A PRF informou que o caso está sob análise interna e que não divulga informações sobre apurações para manter o sigilo.
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Concluímos com o desfecho institucional: a Corregedoria da PRF analisa o caso internamente, sem divulgações públicas de apurações em andamento, e orienta qualquer denúncia pelo canal oficial Fala.BR.
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