O governo brasileiro reagiu com firmeza à conclusão preliminar da investigação comercial do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), que recomenda tarifas de até 25% sobre produtos brasileiros. A mensagem do Palácio do Planalto foi classificada como injustificada e acusa aliados da família Bolsonaro de agir contra os interesses nacionais.
A investigação, iniciada em julho de 2025, estaria ligada a supostas tentativas de interferência em assuntos internos do Brasil. O texto cita a atuação do pré-candidato Flávio Bolsonaro em viagens a Washington e afirma que as medidas contam com apoio de pessoas que ocupam cargos públicos para favorecer interesses políticos e familiares.
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A nota também critica a inclusão do Pix entre os temas analisados pelas autoridades norte-americanas. O governo argumenta que o sistema de pagamentos instantâneos é uma infraestrutura pública administrada pelo Banco Central e que opera sob regras aplicadas de forma igual para empresas nacionais e estrangeiras.
Ao rebater as alegações de práticas comerciais desleais, o Planalto lembra que os Estados Unidos acumulam superávit comercial com o Brasil há mais de uma década, com saldo de US$ 424,5 bilhões entre 2011 e 2025. Dados oficiais indicam que 76% das importações norte-americanas entraram no Brasil com tarifa zero em 2025, enquanto a tarifa média efetiva ficou em 3,1%.
Entre os pontos contestados pelo Brasil estão o comércio digital, propriedade intelectual, combate à corrupção, etanol e preservação ambiental. O governo sustenta que as políticas brasileiras seguem padrões internacionais e não discriminam empresas ou produtos norte-americanos.
Apesar das críticas, as negociações, iniciadas após o encontro entre Lula e Trump, em maio, em Washington, continuam. Trump, em seu segundo mandato nos Estados Unidos, participa do esforço para encerrar a investigação antes de 15 de julho e evitar a imposição de tarifas ou outras restrições.
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