O envelhecimento da população brasileira está redesenhando a convivência em condomínios, com foco ampliado em acessibilidade, pertencimento e qualidade de vida. Em alusão ao Junho Violeta, a campanha de combate à violência contra idosos, o podcast CondComunica traz uma conversa sobre tornar os condomínios mais acolhedores, seguros e inclusivos. O episódio vai ao ar nesta quarta-feira, ao meio-dia, no canal do Bahia Notícias no YouTube.
Dados do IBGE destacam a necessidade desse debate: entre 2010 e 2022, a quantidade de pessoas com 60 anos ou mais cresceu 56%, passando de 20,6 milhões para 32,1 milhões. Hoje, esses idosos correspondem a 15,6% da população, um cenário que impõe novos desafios e oportunidades para a convivência coletiva nos espaços residenciais.
Para aprofundar o tema, o episódio recebe Marta Luzbel, psicóloga e idealizadora da comunidade Bengalas, e Lilian Carvalho, médica geriatra e gerontóloga. Juntas, elas discutem como a acessibilidade, o sentimento de pertencimento, a socialização e as redes de apoio dentro dos condomínios ajudam a promover uma vida em comunidade mais justa e autônoma para quem envelhece.
Os especialistas ainda ressaltam a ascensão de empreendimentos voltados ao público 60+, destacando a necessidade de capacitar funcionários e gestores para atender adequadamente os moradores idosos. A ideia é ir além de adaptações físicas, promovendo acolhimento, escuta ativa, combate ao isolamento e participação efetiva na vida coletiva.
Conduzido pela advogada Jamile Vieira e pela jornalista Monique Melo, o CondComunica propõe reflexões práticas sobre gestão, comunicação e convivência em condomínios. O podcast tem patrocínio da Acco Caixas e apoio de Avatim, Casa Tua, Max Forte, Zama Brasileiro, Jamile Vieira Advogados Associados e Texto & Cia Assessoria e Comunicação.
E você, já pensou em como o seu condomínio pode se tornar mais acessível e acolhedor para moradores de todas as idades? Compartilhe suas ideias, experiências ou dúvidas nos comentários e vamos juntos explorar soluções simples e eficazes para uma convivência mais inclusiva.
