Produtora de Dark Horse é acusada de calote de R$ 5 milhões em contrato

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Resumo rápido: a ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB) está sob investigação da Polícia Civil por possível calote de 5,5 milhões de reais envolvendo a Ultra IP, empresa contratada para instalar 5 mil pontos de internet em São Paulo. O caso faz parte de uma apuração sobre desvio de recursos públicos ligados a um contrato de 108 milhões com a Prefeitura, com suspeitas de uso de verbas para financiar o filme Dark Horse.

A operação envolve o Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) e investiga possível fraude em licitação e desvio de recursos. Segundo as investigações, parte do dinheiro da Secretaria Municipal de Tecnologia e Inovação (SMTI) pode ter ido para a produção do longa, produzido pela Go Up Entertainment, que envolve Karina Ferreira Gama, sócia da ONG.

Conforme a Ultra IP, o ICB reduziu o total de pontos de internet previstos de 5.000 para 2.297, citando a contratação de outra empresa, a Favela Conectada, para o restante dos serviços, que receberia 12 milhões de reais. A Ultra IP afirma ainda que o ICB reteve notas fiscais e se recusou a pagar 4,5 milhões referentes à diferença pela quantidade de pontos acordados originalmente.

Segundo a Ultra IP, o contrato original previa a instalação de 5 mil pontos de wi?fi gratuitos em áreas periféricas, mas apenas 3,2 mil foram efetivamente instalados. Foram assinados três aditivos, que alteraram a data de entrega e outros itens do acordo. A manutenção de cada ponto, de acordo com a empresa, custaria 1.800 reais por mês, mais do que o dobro do valor cobrado pela subcontratada Ultra IP em comparação com serviços semelhantes usados pela Prodam, a empresa de tecnologia da prefeitura.

Além disso, a apuração aponta suspeitas de pagamento antecipado por serviços não prestados, uso indevido de notas fiscais irregulares para justificar despesas com a prestação de contas de milhões de reais e o possível favorecimento de contratos a terceiros. A ONG e Karina Gama participaram de mandados de busca na operação chamada Wi?fi, segundo a polícia, e negaram irregularidades.

“William, você ligou para todos os provedores e pediu para todos desligarem os links. Você pegou o pior caminho”, disse Karina a William Silva Ferreira, sócio da Ultra IP, em grupo de WhatsApp, antes de removê-lo da conversa.

Na prática, o inquérito aponta a relação entre a ONG, a Ultra IP e possíveis aditivos contratuais, além de questionar os custos de manutenção por ponto e a existência de notas fiscais de alto valor para justificar despesas de prestação de contas. O foco é entender se houve desvio de verbas públicas para financiar iniciativas privadas ligadas à produção de conteúdo sobre figuras públicas, como o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Especialistas destacam a importância de auditorias independentes e de maior transparência na gestão de contratos entre entidades, empresas subcontratadas e a administração municipal, para evitar desperdícios e acelerar a universalização de serviços de internet em regiões carentes.

E você, o que pensa sobre o uso de recursos públicos para projetos de inclusão digital? Acredita que há necessidade de regras ainda mais rígidas e supervisão contínua nesses acordos? Compartilhe sua opinião nos comentários.

Palavras-chave: ICB, Ultra IP, Dark Horse, Go Up Entertainment, Jakarta, São Paulo, licitação, desvio de recursos, Wi?Fi, auditoria, transparência.

Descrição: Investigações da Polícia Civil sobre a ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Ultra IP apontam para possível calote de R$ 5,5 milhões no projeto de instalação de 5 mil pontos de internet na capital paulista, com desvio de recursos públicos e vínculo com a produção do filme Dark Horse.

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