Resumo em linha reta: em 2025, o mundo viu o maior contingente de milionários já registrado, com 25,3 milhões de pessoas possuindo patrimônio investível acima de 1 milhão de dólares. A riqueza total dessas pessoas atingiu 98,3 trilhões de dólares, impulsionada pelo desempenho do mercado de ações e pela queda da inflação, segundo a Capgemini.
O mapa do Brasil para cima não se aplica apenas a um país, mas ao conjunto: Estados Unidos, Japão, Alemanha e China respondem por quase dois terços de todos os milionários. Nos EUA, o número saltou para 8,7 milhões após um ganho de 736 mil pessoas em 12 meses, enquanto o Japão adicionou 436 mil. Na Alemanha, cerca de 1,78 milhão já têm pelo menos 1 milhão de dólares investíveis, crescimento de 11% em relação a 2024. A China figura entre os quatro mercados com maior concentração de riqueza.
Entre as regiões, a Ásia-Pacífico liderou o avanço, com o patrimônio dos ricos subindo 10% e o contingente de milionários crescendo 9%. A demanda por semicondutores e o bom ritmo dos mercados de ações explicam parte desse desempenho, protagonizado pelo Japão e pela China. Índia e Austrália também registraram ganhos no grupo de renda elevada.
Na Europa, o ano de recuperação ficou evidente: o número de ricos avançou 6%. Além da Alemanha, Luxemburgo se destacou com um crescimento de 13%, enquanto França e Reino Unido subiram de maneira mais moderada.
Na América Latina, incertezas comerciais pesaram sobre o patrimônio, e no Oriente Médio houve leve recuo, influenciado pela queda dos preços do petróleo e por tensões geopolíticas.
O grupo conhecido como super-ricos — indivíduos com patrimônio investível de 30 milhões de dólares ou mais — registrou o maior dinamismo, com alta de 9,4% e chegando a aproximadamente 250 mil pessoas. A riqueza coletiva desse grupo aumentou quase 10%, superando o ritmo dos demais milionários.
Apesar do crescimento, a concentração de riqueza permanece elevada: o 1% mais rico entre os milionários controla cerca de 34,8% do total do patrimônio do grupo.
O estudo da Capgemini considera ações, títulos e investimentos alternativos, além de participações em empresas privadas, liquidez e imóveis não residenciais. Coleções de arte e bens de consumo não entram no cálculo, mantendo o foco nas formas de riqueza passível de investimento.
A avaliação é embasada em várias pesquisas, com 6.510 bilionários em 27 mercados, 144 gestoras de patrimônio e 1.317 assessores de clientes. Esses números evidenciam um cenário de robustez da riqueza global em 2025.
E você, o que acha que esses movimentos dizem sobre o futuro da economia e do seu cotidiano? compartilhe sua visão nos comentários e conte como você enxerga as mudanças de riqueza ao redor do mundo.
