Operação Agulha Oculta investiga coordenador legislativo por venda de Mounjaro paraguaio

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Operação Agulha Oculta, da Polícia Civil de São Paulo, mira um suposto esquema de importação irregular e venda de tirzepatida — conhecida como Mounjaro — trazida do Paraguai para a região de São Roque, a cerca de 60 quilômetros da capital. Em mandados cumpridos, a polícia apreendeu 22 ampolas da substância, celulares, seringas, embalagens e uma máquina de cartão, na casa do Jardim Trindade. Os alvos são Ana Laura Esquitini, chefe da Divisão de Serviços Administrativos da prefeitura, e o marido dela, Luciano do Espírito Santo, coordenador legislativo da Câmara Municipal.

Ana Laura foi presa em flagrante na segunda-feira e liberada após fiança de R$ 3 mil. A prefeitura de São Roque informou que acompanha o caso e avaliará medidas administrativas, conforme o andamento das investigações. A apuração começou após denúncias anônimas apontarem a venda de tirzepatida por meio de apps de mensagens e entregas na cidade e região, com remessas feitas da residência investigada.

Segundo a polícia, os medicamentos eram comprados no Paraguai, entravam irregularmente no Brasil e eram armazenados no imóvel do casal. Além das 22 ampolas, foram recolhidos celulares, seringas, embalagens e a máquina de cartão. A investigação também aponta indícios de comercialização, incluindo informações sobre preços, formas de pagamento e distribuição a terceiros, com entregas para moradores da região.

Em depoimento, Ana Laura Esquitini afirmou que começou a usar os medicamentos há cerca de um ano, após atingir 105 quilos, por orientação médica. Ela disse ainda que viaja ao Paraguai para comprar cosméticos e perfumes para revenda e reconheceu ter adquirido ampolas da tirzepatida no país vizinho sem receita, para uso próprio e do marido, admitindo ter vendido algumas unidades a amigas. Luciano do Espírito Santo afirmou que o casal viaja ao Paraguai aproximadamente a cada três meses para comprar itens e que trouxeram, na última viagem, medicamentos com tirzepatida para uso conjunto.

A Polícia Civil segue as investigações para esclarecer o esquema e eventual comercialização de medicamentos contrabandeados. Enquanto isso, a prefeitura de São Roque avalia as medidas administrativas cabíveis, à medida que novas informações surgem. Deixe nos comentários sua opinião sobre o caso e o impacto desse tipo de prática na saúde pública.

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