Meta estuda levantar dezenas de bilhões para financiar a expansão de sua infraestrutura de Inteligência Artificial, avaliando uma oferta de ações ou de títulos. A informação, publicada pelo Financial Times, mostra executivos buscando caminhos mais criativos de captação conforme a empresa se prepara para ampliar os gastos com IA e competir na corrida por novos data centers.
A reportagem aponta que a Meta intensificou o interesse por fontes externas de capital diante do crescimento da demanda por aplicações de IA. A movimentação ganhou impulso após a Alphabet anunciar uma captação de US$ 84,75 bilhões por meio de uma oferta ampliada de ações, elevando o tom do debate sobre financiamento no setor.

A Meta já sinalizava a necessidade de ampliar seu financiamento. Em outubro, realizou a maior emissão de dívida de sua história, com potencial de chegar a US$ 30 bilhões, e fechou um acordo de financiamento de US$ 27 bilhões com a Blue Owl Capital. Em abril, a empresa elevou a projeção de despesas de capital para 2026, estimando entre US$ 125 bilhões e US$ 145 bilhões.
Apesar das conversas, a Meta não confirmou a contratação de bancos para conduzir uma eventual oferta de ações e pode optar por não seguir adiante com a operação. Segundo o Financial Times, ainda há várias alternativas de financiamento sob avaliação e não houve decisão tomada.
A Meta não se pronunciou imediatamente à Reuters; mais tarde, um porta-voz classificou a notícia como mera especulação. Em nota, a empresa disse que existem grandes oportunidades em IA e que continuará buscando capital de forma flexível para apoiar esse cenário.
A divulgação teve impacto imediato no mercado: as ações da Meta recuaram mais de 5% na sexta-feira, com queda que chegou a 6,6% ao longo do pregão. A repercussão reflete temores de investidores sobre o peso crescente dos gastos com IA, tema que também vem pressionando outras gigantes do setor. Enquanto isso, a Alphabet tem sinalizado maior capex, elevando as expectativas de ritmo de crescimento dos seus investimentos.
Segundo dados citados pela CNBC, a Alphabet acumula valorização de mais de 115% nos últimos 12 meses, enquanto as ações da Meta caem cerca de 13% no mesmo período.
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