O Ministério das Relações Exteriores intensificou o diálogo com a União Europeia para destravar a exclusão da carne brasileira da lista de importadores, anunciada pelo bloco. O governo busca garantias técnicas e visitas presenciais aos criadouros para manter exportações até a decisão final, destacando avanço no planejamento entre Itamaraty, Agricultura e setor privado.
Antes mesmo de tornar oficial o veto, o ministro Mauro Vieira já havia conversado com o comissário de Comércio da UE na quinta-feira (4), reforçando a disposição brasileira de apresentar garantias sanitárias. A conversa ocorreu um dia antes da divulgação pública do veto na sexta (5).
A decisão europeia se apoia em suposto uso excessivo de antimicrobianos na pecuária brasileira. Esses fármacos são usados para tratar e prevenir doenças em animais, e alguns podem funcionar como promotores de crescimento, o que preocupa autoridades de importação.
Na lista de 2024, o Brasil constava como autorizado a exportar carne bovina, de frango e de cavalo, além de tripas, peixe e mel. Agora o país aparece excluído de todos esses produtos, conforme o novo documento do bloco, que entrará em vigor em setembro.
O governo trabalha para reverter a decisão, pelo menos parcialmente, antes da vigência. O Ministério da Agricultura e o setor privado buscam soluções técnicas, incluindo visitas técnicas presenciais aos criadouros, para atender às exigências europeias e manter o comércio.
A Abipesca, associação das indústrias de pescados, afirmou que continua confiando no sistema sanitário brasileiro e no trabalho do Ministério da Agricultura. “As respostas e medidas já foram tomadas e a entidade segue cooperando com o governo brasileiro no fortalecimento dos controles sanitários e na promoção da qualidade e segurança do pescado brasileiro”, disse a entidade.
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