Resumo: A Polícia Civil do Distrito Federal investiga um esquema de estelionato e fraude corporativa envolvendo uma ex-consultora da rede Cacau Show em Samambaia, que tería desviado mais de R$ 240 mil de franqueados locais, usando sua posição para induzir transferências e fraudes.
No centro do caso, a then consultora de negócios da rede abusou de sua função para influenciar lojistas a transferirem recursos para contas de terceiros e, às vezes, para empresas ligadas a ela. A fraude ganhou força durante campanhas sazonais, com a alegação de acelerar pagamentos de insumos e taxas, sem repassar os valores à franqueadora.
O ápice ocorreu em janeiro de 2025, quando a acusada convenceu uma franqueada de Samambaia a fazer uma transferência única de R$ 136.045,08 para a conta de sua própria empresa, sob a justificativa de centralizar boletos da campanha natalina, sem que o montante fosse repassado à franqueadora.
“A empresa também orientou os franqueados afetados a registrarem boletim de ocorrência, orientou a rede de forma ampla para evitar qualquer caso futuro e ressarciu os valores desviados dos franqueados identificados. O caso segue sob investigação policial, e a empresa permanece totalmente à disposição das autoridades para colaborar com a apuração dos fatos”
A Cacau Show informou que identificou o caso no fim do ano anterior, acionou as autoridades e colaborou com a apuração. A nota oficial aponta que a colaboradora foi desligada por justa causa, com suporte ao policiamento e a ressarcimentos aos franqueados identificados.
A fraude também envolveu uma complexa rede de mentiras para manter o fluxo de mercadorias e ocultar as transferências fraudulentas. Segundo os franqueados, comprovantes de Pix revelaram que os pagamentos continuaram indo para familiares e pessoas de íntima confiança da ex-consultora, não para a franqueadora.
O desfecho aconteceu no fim de outubro de 2025, quando a diretoria regional informou o desligamento da funcionária. Diante das cobranças, a empresa confirmou que encaminhou as evidências às autoridades e que orientou os franqueados a registrarem ocorrências. A rede também reconheceu a necessidade de reforçar os controles para evitar novos casos e afirmou ter tomado medidas para ressarcir os golpes identificados.
As investigações apontam ainda que houve conhecimento prévio de condutas inadequadas pela alta gestão da rede desde 2023. Enquanto isso, várias franqueadas relataram sanções administrativas, paralisação de operações e encerramento de contratos de franquia, evidenciando o impacto financeiro e organizacional do esquema.
E você, o que acha dessa situação? Já presenciou casos de abuso de posição para prejudicar empresas ou negócios familiares? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte como lidou com situações parecidas.
