O STF e a Polícia Federal estão avançando com novas fases de uma linha de investigações que mira a relação entre autoridades, milícias do Rio de Janeiro e o grupo criminoso Comando Vermelho. As ações, autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, devem ocorrer nos próximos dias, ampliando o escrutínio sobre infiltração institucional e cooperação criminosa.
Fontes da PF e do STF indicam que as apurações já apontam para desdobramentos operacionais relevantes, reforçando o papel de Moraes como relator de casos que ligam poderes públicos à atuação de milícias e organizações criminosas na região.
Em março, a PF conduziu três fases da operação Anomalia, com mandados de busca, apreensão e prisões. Entre os detidos estavam dois delegados — um da PF e outro da Polícia Civil — além de dois policiais civis e sete policiais militares.
A investigação apura obstrução de investigações sobre o CV por meio de extorsão de traficantes, favorecimento a um traficante internacional e apoio a criminosos do Rio, revelando uma rede de proteção que envolve agentes públicos e criminosos.
Moraes vem lembrando que as organizações criminosas se destacam não só pela violência, mas pela infiltração política que alcançaram nas esferas municipal, estadual e federal nos últimos anos, fortalecendo vínculos que dificultam a atuação policial e judicial.
Entre os desdobramentos já registrados, estão prisões de figuras ligadas à política e ao crime. O ex-deputado estadual Thiego dos Santos (TH Joias) e o ex-chefe da Assembleia do Rio, Rodrigo Bacellar (União Brasil), são investigados por suspeitas de vazamento de informações sigilosas para integrantes do CV.
As ações continuam a sugerir uma relação entre violência, política e corrupção, ampliando o desafio de desarticular redes que associam milícias, autoridades e organizações criminosas no estado.
A seguir, imagens relacionadas à cobertura do tema, com registros de autoridades, operações e momentos da investigação.
Recorra o material e compartilhe suas percepções sobre como a fiscalização busca equilibrar a atuação policial com o combate a organizações criminosas que se aproximam do poder público.



