Resumo: a Bahia acumula R$ 2,47 bilhões em danos materiais e prejuízos decorrentes de desastres naturais, segundo o Atlas Digital de Desastres da Sedec. Em 36 anos, de 1990 a 2026, o total de perdas já supera R$ 48 bilhões. Os dados, atualizados em maio, definem desastres como impactos de fenômenos naturais extremos que afetam comunidades humanas e exigem resposta pública.
Desagregando os custos, os prejuízos econômicos são divididos entre perdas públicas, privadas e danos materiais. O prejuízo público, no último exercício, ficou em R$ 179,08 milhões, com as maiores despesas em abastecimento de água (> R$ 91 milhões, acima de 53% do total), assistência médica de urgência (~ R$ 20 milhões) e esgotamento sanitário (R$ 15 milhões). Bom Jesus da Lapa, América Dourada e Morro do Chapéu aparecem como os municípios com maiores perdas do erário.
Quanto aos danos materiais, a Bahia registra mais de R$ 219 milhões, principalmente em infraestrutura. O Atlas aponta que, no conjunto desta categoria, foram registrados R$ 108 milhões. Entre as cidades mais atingidas, Bom Jesus da Lapa teve cerca de R$ 35 milhões em danos, Brejões mais de R$ 27 milhões e Macaúbas, R$ 14,2 milhões.
As perdas na esfera privada somam R$ 2,07 bilhões, com a agricultura respondendo por R$ 1,05 bilhão e a pecuária por aproximadamente R$ 840 milhões. Entre os municípios mais impactados, Paratinga registra R$ 192 milhões, João Dourado, R$ 173 milhões, e Livramento de Nossa Senhora, R$ 111 milhões.
Em termos temporais, prejuízos públicos foram mais fortes entre janeiro e maio; danos materiais tiveram picos em janeiro, maio e novembro; e os prejuízos privados destacaram-se de março a maio e em agosto.
Esse panorama revela como eventos extremos atingem diferentes setores, da infraestrutura aos bolsos das famílias. Se você acompanhou algum desses impactos ou tem perguntas sobre como o Atlas elabora esses números, deixe seu comentário e compartilhe sua visão sobre as regiões que precisam de mais atenção.
