Uma audiência pública da Comissão Externa da Câmara dos Deputados foi marcada para esta terça-feira (9), às 14h, em Brasília, para discutir os impactos do rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana (MG), e seus desdobramentos no extremo sul da Bahia.
A iniciativa é do deputado federal Gilson Daniel (Pode-ES), que preside o colegiado. Segundo ele, cidades da Bahia como Mucuri, Nova Viçosa e Caravelas sentiram efeitos significativos após novembro de 2015, quando ocorreu o rompimento da barragem, com reflexos na pesca artesanal, na maricultura e no turismo — atividades de grande peso econômico para a região.
Apesar dos avanços obtidos nos acordos de reparação firmados ao longo dos anos, o deputado aponta que ainda restam dúvidas sobre o reconhecimento das pessoas atingidas, os critérios de elegibilidade para indenizações, a efetividade das compensações financeiras e a implementação de ações de recuperação econômica e ambiental dos territórios afetados.
Para o debate, já foram convidados representantes de órgãos públicos e de comunidades atingidas. Confirmaram presença a engenheira de pesca do Ministério da Pesca e Aquicultura, Sandy Evelin Rodrigues Lima; Josival da Silva Costa, da Comissão dos Atingidos do Extremo Sul da Bahia e de Nova Viçosa; Wilson Luiz Conceição, das colônias de pescadores e associações atingidas da região; e o procurador-geral do município de Nova Viçosa, Jerri Antônio Crestan.
O desastre da Barragem de Fundão é lembrado como um dos maiores da história do país. O rompimento da estrutura da mineradora Samarco liberou dezenas de milhões de metros cúbicos de rejeitos, provocando destruição de comunidades, contaminação da bacia do Rio Doce e impactos ambientais, sociais e econômicos que se estenderam por Minas Gerais, o Espírito Santo e chegaram ao litoral do extremo sul da Bahia.
A audiência surge como oportunidade para esclarecer ações de reparação, ampliar o diálogo com as populações atingidas e buscar caminhos para a recuperação dos setores mais afetados, como pesca, maricultura e turismo, essenciais para a economia regional. Participe: você pode deixar sua opinião ou compartilhar experiências sobre como a tragédia impactou sua região nos comentários abaixo.
